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Carrinho de compras

Bar de São Paulo vende camisas de futebol

De olho em colecionadores, o Coisas de Futebol possui brechó com relíquias da bola
Postado por Rafael Luis Azevedo - 29/out/2014
De olho em colecionadores, o bar CDF, de Coisas de Futebol, possui um brechó com relíquias do futebol (Foto: Divulgação)

O bar CDF, sigla de Coisas de Futebol, possui brechó com relíquias do esporte (Foto: Divulgação)

Tome cerveja e compre uma camisa. Esse é o desejo de cinco sócios, que lançaram há dois meses um bar diferente na Vila Madalena, bairro de São Paulo. O CDF, sigla de Coisas de Futebol, é mais que um estabelecimento temático, como muitos outros que existem pelo país. É também um brechó, com dezenas de relíquias em estoque. Assim, espera conquistar a atenção de colecionadores.

E motivos não faltam para o interesse. Atualmente, existem 800 camisas à disposição. Elas faziam parte da coleção de Vinicius Ranciaro, um dos sócios. “Os negócios – bar e brechó – são complementares, uma vez que esse é um bar de futebol. Tudo gira em torno da modalidade: decoração, cardápios e TVs com transmissão de jogos”, explica Carlos Alberto Balotta, também sócio.

O preço das camisas varia a partir de R$ 100, mas pode chegar bem acima disso, em caso de raridades. No acervo há várias, como peças usadas por Leão no Palmeiras na década de 1970 ou por Zico no Kashima Antlers na década de 1990. Outro destaque é uma camisa da seleção paulista da década de 1970.

“Como diz nosso sócio especialista, Vinicius Ranciaro, ‘algumas camisas não têm preco até que alguém ofereça algo que entendo que vale’, indica Carlos Alberto. Por enquanto, as blusas não são exibidas em site ou rede social, mas isso deve acontecer em breve. “Estamos providenciando um espaço no Mercado Livre”, antecipa o engenheiro, de 46 anos.

O cardápio do bar faz relação com futebol, com tira-gostos com nomes como La Bombonera, Bernabéu e Canindé. O Castelão, por exemplo, é um escondidinho de carne seca com mandioca e cebola caramelizada, prato tradicional no Ceará. Já as opções de almoço fazem menção a estádios como Mineirão, Olímpico e Centenário. O Vila Belmiro, em referência ao mascote do Santos, é uma truta grelhada.

“É normal entrar no bar e ver colecionadores trocando, vendendo e comprando camisas, com o CDF e entre eles”. (Carlos Alberto Balotta)

Uma das atrações do cardápio fez cliente passar sufoco, conta Carlos Alberto. Um colecionador de Campinas viajou a São Paulo para comprar uma camisa do Guarani. Sem cartão, descuidou-se e comeu quatro cachorros-quente, ficando sem dinheiro. A gerência sugeriu que a camisa fosse reservada e comprada na semana seguinte. “O cara disse que não, e fez a mulher vir de Campinas”, surpreende-se.

Com pouco tempo de atuação, o bar já tem seu público cativo. “É normal entrar no bar e ver colecionadores trocando, vendendo e comprando camisas, com o CDF e entre eles”, festeja Carlos Alberto. Por falar nisso, não se preocupe: dá pra comprar as camisas através de cartão, junto com a conta. Assim, não é preciso limpar a carteira caso encontre aquela relíquia que sempre sonhou. E nem tirar um parente de casa para buscar uma camisa.

Endereço:
Bar CDF, Coisas de Futebol – Rua Harmonia, 506, Vila Madalena, São Paulo – fone  11-2307-2381.
Funcionamento – Ter/Sex, 18h/24h; Sab/Dom, 12h/24h (almoço 12h/17h).
Facebook do bar 

O cardápio do bar faz relação com futebol, com tira-gostos com nomes como La Bombonera, Bernabéu, Canindé e Castelão (Foto: Divulgação)

O cardápio do bar Coisas de Futebol faz relação com a modalidade (Foto: Divulgação)

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Conheça o autor

Rafael Luis Azevedo

O jornalista Rafael Luis Azevedo, 34 anos, é editor do site Verminosos por Futebol desde 2012. É também coordenador do portal Tribuna do Ceará, e teve passagens por jornal O Povo, O Povo Online e TVs Jangadeiro/SBT, O Povo/Cultura e Cidade/Record. Já fez reportagens para as revistas Four Four Two (ING), So Foot (FRA), Courrier International (FRA) e Placar, os sites BBC Brasil, Vice e Agência Pública e as TVs France 2 (FRA), France 24 (FRA) e Fusion (EUA). Já venceu 21 prêmios de jornalismo, incluindo Esso, Embratel e Petrobras, cobriu duas Copas do Mundo in loco e foi co-autor de livros sobre o Ceará e o estádio Presidente Vargas.

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