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Deu a louca

Em Itarema, no Ceará, também há um palmeirense dono de churrascaria O Corinthiano

Assim como em Tauá, em Itarema também há um palmeirense conhecido como “Corinthiano”

A churrascaria O Corinthiano, de Itarema, é propriedade de um apaixonado palmeirense (Foto: Acervo pessoal)
A churrascaria O Corinthiano, de Itarema, é propriedade de um palmeirense (Foto: Acervo pessoal)

Tauá e Itarema estão separadas por 470 km. As duas cidades cearenses possuem histórias idênticas, de dois moradores que não sabiam da existência um do outro, mas que carregam o mesmo apelido e são donos de churrascarias chamadas de O Corinthiano. Por ironia, mesmo sendo palmeirenses fanáticos.

O restaurante de Tauá, no sertão cearense, foi apresentado pelo Verminosos por Futebol em maio. Com a matéria publicada, o leitor Pedro Mapurunga passou a dica: em Itarema, no litoral oeste, há um caso igual.

O batismo de Itarema é mais antigo: surgiu 10 anos antes, em 1984. Foi ideia do cearense Edmilson Albuquerque. Ao se mudar em 1979 para São Paulo, para trabalhar numa fábrica, ele se apaixonou pelo Palmeiras. Voltando ao Ceará cinco anos depois, abriu um bar.

O apelido surgiu graças a um cliente fiel, torcedor do Corinthians. Edmilson cumprimentava-o como “corinthiano”, e o cliente respondia da mesma forma. A clientela passou a fazer o mesmo, assim todos achavam que o proprietário era torcedor do Timão.

Grudou que colou

“Aí pegou, né? Não teve mais como largar o apelido”, conta Edmilson, hoje com 59 anos. A alcunha acabou incorporada ao seu negócio. “Bem no início, coloquei o nome do bar como Corinthiano. E depois ele virou a churrascaria que tenho hoje”, resgata.

O palmeirense Edmilson Albuquerque batizou a churrascaria com seu apelido (Foto: Acervo pessoal)
Edmilson Albuquerque batizou a churrascaria com seu apelido (Foto: Acervo pessoal)

Semelhanças

A história de Itarema é bem parecida com a de Tauá, do restaurante aberto por Agenor Xavier, hoje com 62 anos, e agora administrado pelo filho Egeneudo Xavier e pela ex-esposa Maria do Rosário da Franca. Pai e filho, palmeirenses, receberam o apelido Corinthiano.

Apesar da menção ao Timão, o comerciante de Itarema é “palmeirense roxo”, como faz questão de destacar a todo instante. Três dos quatro filhos acompanharam sua paixão. “Só um é corinthiano”, lamenta Edmilson, que volta e meia precisa explicar o inusitado.

“O apelido pegou. Não teve mais como largar”. (Edmilson Albuquerque)

“Uma vez, um grupo de corinthianos de São Paulo que estava aqui na cidade me viu com a camisa do Palmeiras no restaurante, aí ficou me encarando e me chamou pra entender o que diabo era aquilo. Depois que expliquei, eles deram muita risada”, relembra Edmilson.

Curiosamente, o comerciante não sabia da existência de um restaurante com o mesmo nome e também de um palmeirense em Tauá, até a publicação da matéria do Verminosos por Futebol. “É interessante, né?” Se duvidar, deve ter mais algum por aí.

Serviço:

Restaurante O Corinthiano
Av. João Batista Rios, 3.174, Itarema (CE)
facebook.com/churrascariaocorinthiano
Fone: 88-3667.1367 e 88-99606.0874

Observação:

Verminosos por Futebol optou pelo termo “corinthiano” com “H”, apesar de a gramática portuguesa determinar a escrita sem “H”, já que o restaurante e seu proprietário utilizam a palavra com a letra abolida na reforma ortográfica de 1943. Para não causar confusão, usamos uma única forma.


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