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Deu a louca

Patrocínios mais loucos do futebol do país

O grande vilão da publicidade nos uniformes esportivos é o patrocínio de oportunidade
Postado por Rafael Luis Azevedo - 04/maio/2015
Um dos patrocínios mais bizarros da história: o canal de vídeos de humor Porta dos Fundos estampou sua marca na traseira do calção do Rio Claro em jogo do Paulistão de 2015 (Foto: Reprodução)

O Porta dos Fundos estampou sua marca na traseira do calção do Rio Claro em jogo do Paulistão (Foto: Reprodução)

Matéria cedida pelo Mantos do Futebol.

Os patrocínios são permitidos no Brasil desde 1982 quando o Conselho Nacional dos Desportos (CND) liberou os clubes a fazerem propaganda de empresas e marcas em suas camisas. Desde então muitos anúncios curiosos foram colocados nas camisas dos clubes ao redor do Brasil.

Desde esta época, o grande vilão da publicidade nos uniformes esportivos é o patrocínio de oportunidade, aquele que uma equipe fecha para um jogo em específico, seja ele um clássico ou uma grande final que geralmente é televisionada. Atualmente voltou a ser muito comum no país devido à dificuldade que os clubes estão de fechar parceiros sólidos que estampem o manto por um longo período. Relembre abaixo alguns casos.

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Botafogo-2015-Casa-e-Video
Botafogo – 2015
– Casa & Vídeo
Durante clássico contra o Flamengo que foi televisionado pela Rede Globo, o Botafogo estampou na parte de traz de sua camisa o anúncio da Casa & Vídeo que promovia a “Liquidação Maluca” da loja, que vendia um celular CCE por “apenas” R$ 179,90.

Botafogo-2003-Fome-Zero
Botafogo – 2003
– Fome Zero
Em 2003, o Botafogo aproveitou para apoiar o projeto do recém empossado presidente Lula, o Fome Zero. (Foto: Camisas do Botafogo)

Camisa-Fluminense-1997-MTV
Fluminense – 1997
– MTV
Olha só quem assinava a camisa do Fluminense em 1997: o canal MTV. Um ano antes, outro canal era parceiro do clube: o SporTV.

Corinthians-Duchas-Corona
Corinthians – 1984
– Duchas Corona
Em 1984, o Corinthians aproveitou o espaço em sua camisa para colocar um chuveiro na frente. A propaganda era das Duchas Corona.

Bangu-2010-Alfacell
Olaria – 2010
– Alfacell
Em 2010, o Olaria jogou contra o Flamengo e aproveitando a oportunidade de aparecer na televisão, fechando um patrocínio extra com a Alfacell, fábrica de pilhas. A curiosidade ficou por conta do local em que a publicidade foi aplicada: no peito, em cima do logotipo da Finta, fornecedora do clube na época.

Corinthians-2009-Abadá
Corinthians – 2009
– Abadá
Não que os uniformes estilo abadá sejam incomuns no futebol brasileiro, longe disso. Mas o Corinthians de 2009 se tornou um símbolo deste tipo de prática quando aproveitou a passagem do craque Ronaldo Fenômeno pela equipe para lucrar alto com os patrocínios em sua camisa.

Duque-de-Caxias-2014-Anuncie-Aqui
Duque de Caxias – 2014
– Anuncie Aqui
Não tem patrocinador? Não tem problema, utilize a camisa para avisar as marcas que seu espaço está vago. Foi o que fez o Duque de Caxias em 2014.

Juventude-2006-Viagem-maldita
Juventude – 2006
– A Viagem Maldita
Que tal alugar um filme após o jogo? Essa era a sugestão do Juventude para seus torcedores quando colocou o anúncio do filme “A Viagem Maldita” em sua camisa em 2006.

Otica-Diniz
Óticas Diniz –
Vários times
Um dos maiores exemplos de como estragar uma camisa de futebol aconteceu na década passada, quando as Óticas Diniz resolveram patrocinar vários times pelo Brasil. Os exemplos acima são do Ivinhema FC, Corinthians de Alagoas e Paraná Clube. Se o cara não enxergar isso aí não é um óculos que iria resolver essa cegueira. Concorda?

Palmeiras-Cassino-Galeria-Page
Palmeiras – 1986
– Cassino da Galeria Pagé
Olha só o Palmeiras em 1986 promovendo o Cassino da Galeria Pagé, famoso centro de compras alternativo na cidade de São Paulo. (Foto: UOL)

Portuguesa-Armarinhos-Fernades-1997
Portuguesa – 1996
– Armarinhos Fernando
Em 1996, a Portuguesa fez uma das melhores campanhas de sua história e quase levou o caneco do Brasileirão, chegando à final contra o Grêmio. O patrocinador da Lusa era o Armarinhos Fernando, loja popular do estado de São Paulo. (Foto: UOL)

Rio-Preto-Frango-Sertanejo
Rio Preto – anos 80
– Frango Sertanejo
Na década de 80 o Rio Preto estampou em sua camisa uma famosa granja da cidade, com a frase “Frango Sertanejo” utilizada na parte frontal do manto. (Foto: Guia dos Curiosos)

River-PI-Calcinha-Preta
River Plate-SE – 2009
– Calcinha Preta
O River Plate-SE e o Calcinha Preta iniciam a série de bandas que colocaram seu anúncio em camisas de futebol. Abaixo você verá outros exemplos famosos.

Coritiba-2009-Claudia-Leitte-Skank
Coritiba – 2009
– Claudia Leitte e Skank
Em 2009, o Coritiba aproveitou o ano do seu centenário para anunciar dois shows que aconteceriam na cidade. Será que lotaram?

Salgueiro-Limao-com-Mel1
Salgueiro –
Limão com Mel
O Salgueiro é famoso por já ter exibido diversas vezes a marca da banda de forró Limão com Mel em sua camisa. Na imagem o ex-presidente Lula utiliza a camisa do clube em discurso em 2011.

Goias-2014-Dupla-Sertaneja
Goiás – 2014
– Conrado & Aleksandro
Em 2014, o Goiás aproveitou o jogo contra o Flamengo pelo Campeonato Brasileiro e divulgou a marca de uma dupla sertaneja local, Conrado & Aleksandro, em uma ação pontual que teria custado R$ 100 mil.

Selecao-Brasileira-1987-Coca-Cola
Seleção Brasileira – 1987
– Coca-Cola
Quem disse que patrocínio em camisas de seleções sempre foi proibido? Tá aí um dos motivos pelo qual (ainda bem) a Fifa deve ter proibido os anúncios em times nacionais. Esse da Coca-Cola utilizado em 1987 ficou horrível. (Foto: Placar)

Vasco-1997-3B-Rio-Coca-Cola-Museu-Vascaino
Vasco da Gama – 1987
– 3B Rio e Coca-Cola
Também em 1987, a Coca-Cola estava com tudo e acertou patrocínio com vários clubes do Brasil. Pela dificuldade em fabricar novas camisas na época, o Vasco da Gama teve que improvisar e tampar a marca da 3B Rio com isso aí que você vê acima. A bizarrice durou pouco e o logo da Coca-Cola desceu, assumindo a região da barriga de forma horizontal. (Fotos: MuseuVascaíno)

Vasco-usou-SBT-na-camisa-para-provocar-Globo-na-final-de-2000
Vasco da Gama – 2001
– SBT
Um dos casos mais emblemáticos do futebol brasileiro. A Copa João Havelange teve sua grande final decidida apenas em janeiro de 2001, devido ao desabamento de um alambrado no estádio de São Januário na partida de volta entre Vasco da Gama e São Caetano, que ocasionou a remarcação da partida para o Maracanã já no ano seguinte. Irritado com a Rede Globo, eleita a culpada pelo adiamento do jogo, Eurico Miranda resolveu provocar a emissora colocando “de graça” o logotipo do SBT, maior concorrente da emissora carioca na época, causando uma das maiores saia-justas da história do canal. Até hoje, segundo torcedores vascaínos, o clube paga caro por ter desafiado a família Roberto Marinho.

São-Paulo-Bombril-1997
São Paulo – 1997
– Bom…???
Em 1997, o São Paulo tentou até fazer um suspense e colocou em sua camisa a palavra “Bom…???”. Ninguém entendeu do que se tratava, mas nenhum torcedor ligou muito, pois neste jogo o Tricolor atropelou o Cruzeiro por 5-0 com cinco gols de Dodô. Na partida seguinte, o clube já estampava o nome de seu novo patrocinador: a Bombril.

Flamengo-2009-Interrogação
Flamengo – 2009
– ???
Em 2009, mais um clube entrou na onda do suspense. Dessa vez o Flamengo, após romper seu acordo de fornecimento esportivo com a Nike. Colocou três interrogações na camisa que fizeram muitos torcedores imaginar que a Adidas assumiria o clube. Na verdade a empresa felizarda em fabricar o manto rubro-negro era a Olympikus, e apesar da frustração de alguns torcedores, a troca deu certo e o clube conquistou o Campeonato Brasileiro daquele ano.

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Conheça o autor

O jornalista Rafael Luis Azevedo, de 33 anos, é editor do site Verminosos por Futebol desde 2012. Já venceu 21 prêmios de jornalismo, incluindo Esso, Embratel e Petrobras. É também coordenador do portal Tribuna do Ceará, e teve passagens por jornal O Povo, O Povo Online e TVs Jangadeiro/SBT, O Povo/Cultura e Cidade/Record. Já fez reportagens ou produção para as revistas Four Four Two (ING), So Foot (FRA), Courrier International (FRA) e Placar, os sites BBC Brasil, Vice e Agência Pública e as TVs France 2 (FRA) e Fusion (EUA). Cobriu duas Copas do Mundo in loco e foi co-autor de livros sobre o Ceará e o estádio Presidente Vargas.

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