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Deu a louca

Sim, ele torce pelo Red Bull Brasil!

Fã de futebol de Campinas-SP explica por que adotou a torcida pelo clube-empresa
Postado por Rafael Luis Azevedo - 12/jan/2017
Rodrigo Rocatto já soma mais jogos na arquibancada do que muito torcedor de time tradicional (Foto: Acervo pessoal)

Rodrigo Rocatto já soma mais jogos do que muito torcedor de time tradicional (Foto: Acervo pessoal)

Clube-empresa tem torcida? Tem sim senhor. Pode não ser grande, mas pode ser fiel. No caso do Red Bull Brasil, um fã prova que é torcedor de verdade. É o universitário Rodrigo Rocatto, que já soma mais jogos na arquibancada do que muito torcedor de time tradicional.

Campinas, casa do Red Bull, é uma cidade dividida na torcida entre Guarani e Ponte Preta – ou Ponte Preta e Guarani. Nascido na cidade, Rodrigo sempre torceu à distância pelo São Paulo. Até que, um dia, ficou sabendo que o clube lançado pela Red Bull em 2007 adotara Campinas.

“Comecei a acompanhar o time em 2011, no primeiro ano da Série A2 do Paulista. Comecei a ir aos jogos no ano seguinte, com o tempo o interesse foi aumentando e hoje me considero torcedor do clube”, garante Rodrigo, de 28 anos, que já foi a mais de 60 partidas do time.

O coração agora está dividido entre São Paulo e Red Bull. Os dois se enfrentaram no Paulistão de 2015 e 2016, e em ambas as vezes Rodrigo torceu pelo lado campineiro. “Eles precisam mais do Paulista do que o São Paulo”, diverte-se.

Para atrair público, o Red Bull já fez ações de marketing, principalmente após chegada à elite do Paulistão e à Série D do Brasileiro. “Mas é na Copa Paulista que dá para ver os verdadeiros torcedores. Já existe sim um público fiel”, relata Rodrigo, que sempre arrasta a namorada.

Mesmo assim, não são raras as partidas em que a torcida visitante é maior. “Há jogos com menos de 50 pessoas”, estima.

“É na Copa Paulista que dá para ver os verdadeiros torcedores”. (Rodrigo Rocatto)

O Red Bull Brasil é um dos quatro clubes de futebol mantidos pela empresa austríaca fundada em 1987, além do Salzburg (da Áustria), New York (Estados Unidos) e RasenBallsport Leipzig (único que não usa o ‘Red Bull’, atendendo a legislação da Alemanha).

“A existência dos outros times da Red Bull sempre me chamou atenção, e também foi um dos motivos pelo qual comecei a acompanhar o clube do Brasil”, conta Rodrigo, colecionador de camisas das equipes da empresa.

A quem menospreza times como o Red Bull Brasil, Rodrigo arma a defesa. “Acho que algumas pessoas confundem o clube-empresa com o clube de empresário. Está cheio de time tradicional por aí, que hoje só serve de vitrine para empresário colocar jogador”, compara.

A visão empresarial não deve ser demonizada, defende o torcedor. “Muitos argumentam que eles só querem saber de lucro, mas acho que essas empresas não esperam que o lucro venha do futebol. Esperam divulgar a marca com futebol e ter lucro com seus produtos”, opina.

Sócio-torcedor do time campineiro, Rodrigo já ganhou prêmios e benefícios do programa, e o texto que escreveu após seu 50º jogo na arquibancada chegou a ser compartilhado por gente do clube. “Quem sabe depois da entrevista não ganho um presente”, arrisca. Que o Red Bull te dê asas!

“Muitos argumentam que eles só querem saber de lucro, mas acho que essas empresas não esperam que o lucro venha do futebol. Esperam divulgar a marca com futebol e ter lucro com seus produtos”.

Texto de Rodrigo Rocatto após seu 50º jogo do Red Bull Brasil:

“Quinta-feira, 31 de março de 2016, completei 50 jogos no estádio assistindo o Red Bull Brasil, e depois de 50 jogos, não tem como negar, eu torço pra esse time.

Sempre gostei muito de futebol, apesar de nascer e crescer em Campinas nunca torci nem pela Ponte Preta nem pelo Guarani, quando pequeno dizia ser torcedor do extinto Campinas FC, apesar disso simpatizava com os dois e queria ver os times bem para o futebol ficar em evidência na cidade, mesmo gostando do esporte cresci sem frequentar muito o estádio, a família não tinha o hábito e nos anos 90 a violência no futebol estampava as manchetes dos jornais.

Em 2011 conheci o Red Bull Brasil, coincidentemente ou talvez pelo fato do time estar na série A2 junto com o Guarani, não sei ao certo. Por não ter o hábito, neste ano não fui ao estádio, apenas acompanhava os sites esportivos e as redes sociais. Foi apenas em 2012 que fui ao campo, meu primeiro jogo, o primeiro do time em casa no campeonato daquele ano, foi uma vitória contra a União Barbarense por 3 a 1, a partir dali sempre que possível fui ver o Toro Loko in loco.

Durante esses anos assisti 50 jogos do time, tomei muito sol e muita chuva, assisti inúmeros jogos no Moisés Lucarelli, nas vitalícias, na coberta, na arquibancada, e até no setor de visitantes, vi a alguns jogos no Brinco de Ouro e até um jogo em Paulínia na Copa São Paulo. Vi o recordista de jogos com a camisa do time, o goleiro Luiz Fernando, e o maior artilheiro da história, o atacante Henan.

Alguns jogos foram marcantes, logo em 2012 a tristeza quando o milagre e a vitória por 4 gols contra a Penapolense não aconteceu nos deixando sem o acesso. No campeonato de 2013 uma emocionante vitória de virada contra a Ferroviária, com direito a gol do Augusto (revelado no Red Bull Brasil) no último minuto foi marcante. Em 2014, ano do acesso, estava na última rodada quando por alguns minutos fomos campeões, no fim o Capivariano venceu e ficamos com o vice.

Estive quando mandamos os jogos no Brinco de Ouro pela Copa Paulista de 2013, jogos com pouquíssimo público, apenas alguns familiares e o elenco do Guarani nas arquibancadas. Mas também estive quando recebemos pela primeira vez um time grande, o Palmeiras em 2015 no primeiro ano de elite, e também no nosso primeiro jogo em casa por uma competição nacional, contra o Inter de Lages na Série D também em 2015. Fui até Paulínia ver o time sub 20 na Copinha de 2014 e mais recentemente fui visitante no Moisés contra a Ponte, e até torci contra meu time de infância pela primeira vez, quando o Red Bull Brasil enfrentou o São Paulo.

Levei amigos e familiares aos jogos, e quando comecei a namorar minha namorada também virou frequentadora assídua e os jogos do Red Bull Brasil passaram a ser programa obrigatório do casal. Cheguei a 50 jogos vistos in loco, provavelmente essa marca para um torcedor de time grande não signifique nada, porém não é fácil torcer pro Red Bull Brasil, o time é novo, é uma empresa, e ainda por cima tem o nome de uma bebida. Mas me considero um torcedor, depois de assistir 50 jogos ao vivo não posso dizer apenas que é pra conhecer, ou apenas que é legal ir ao jogo, espero ver 100 jogos, 500 jogos e o time voando cada vez mais alto.”

Serviço:
Conheça a fanpage Esportes Campinas, mantida por Rodrigo Rocatto.

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