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Deu a louca

Torcedor do Bangu tem uma coleção maravilhosa de camisas do time

Até o momento desta entrevista, a coleção de Thales Zampirolli contava com 65 camisas

O estudante de Jornalismo Thales Zampirolli, de 23 anos, começou sua coleção aos 16 (Foto: Acervo pessoal)
O universitário Thales Zampirolli, de 23 anos, começou a coleção aos 16 (Foto: Acervo pessoal)

Thales já pilotou uma moto por cerca de 100 km só para pegar uma camisa. Não uma camisa qualquer, mas uma raridade do Bangu. Mais uma peça para sua coleção, de fazer babar torcedores, dirigentes e funcionários do clube, um dos pequenos do futebol carioca.

Até a publicação desta matéria, o acervo banguense contava com 65 camisas – número sempre em crescimento. “A minha é a segunda maior coleção do time, um outro torcedor tem 115. Mas ele sempre fala que eu já passei, por causa da minha idade”, conta Thales Zampirolli, de 23 anos.

Morador de São Gonçalo, cidade a 30 km do Rio de Janeiro, o torcedor começou a colecionar camisas do Bangu aos 16 anos, em 2011. Ao longo do período, Thales incorporou muitas relíquias ao guarda-roupa. Entre elas, uma blusa do vice-campeonato brasileiro de 1985, uma de 1987 autografada pelo elenco e outra usada no torneio Rio-São Paulo de 2002.

“Comecei a coleção como uma forma de guardar um pouco da história maravilhosa desse clube”, reflete o estudante de Jornalismo. “Antigamente era um pouco difícil achar camisas do Bangu à venda, mas de um três anos para cá se tornou mais fácil”, contextualiza.

Por isso, Thales precisou perder a vergonha para somar mais peças à coleção. “Já fiz algumas loucuras. Já abordei gente na rua, e consegui a camisa, e também entrei no vestiário para pedir camisa aos jogadores”, relembra o torcedor.

“Já fiz algumas loucuras. Já abordei gente na rua, e consegui a camisa, e também entrei no vestiário para pedir camisa aos jogadores”. (Thales Zampirolli)

O Bangu não disputa a elite nacional desde 1988 (Foto: André Luiz Pereira Nunes)
O Bangu não disputa a elite nacional desde 1988 (Foto: André Luiz Pereira Nunes)

A fidelidade de Thales merece ser valorizada, diante da trajetória recente de um time que esteve na elite nacional até 1988 e, nesta década, passou mais tempo na 2ª divisão estadual do que na 1ª.

“Mesmo com o clube não atravessando seu melhor momento, a torcida deu uma revigorada. É possível ver jovens torcendo para o time, e pessoas do bairro de Bangu voltaram a frequentar o estádio”, comemora. “A torcida está se renovando”.

Thales, por exemplo, é um dos jovens reconhecidos por essa presença. “A galera no clube se amarra com a minha coleção. Os funcionários e os roupeiros acham o maior barato, mas alguns ficam com uma inveja branca”, diverte-se. Imagina daqui a mais alguns anos de colecionismo.

Serviço:

Perfil de Thales Zampirolli no Facebook.

Perfil do clube:

Nome: Bangu Atlético Clube
Fundação: 17/4/1904
Cidade: Rio de Janeiro
Estádio: Proletário Guilherme da Silveira – Moça Bonita, no bairro de Bangu (9 mil lugares)
Títulos: 1ª divisão carioca (1933 e 1966) e 2ª divisão carioca (1911, 1914 e 2008). Vice-campeão brasileiro em 1985.
Site: www.bangu-ac.com.br
> O Bangu foi fundado pela Fábrica Bangu, aberta em 1889. Foi um dos pioneiros clubes do Brasil a contar com negros e operários no elenco, contribuindo para democratização do futebol no país.


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