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Deu no jornal

Meia Hora tem melhores capas do Brasil

Jornais populares abusam de futebol, sangue, mulher e fofoca em suas páginas. Mas nenhum trabalha o quadripé tão bem quanto […]

Jornais populares abusam de futebol, sangue, mulher e fofoca em suas páginas. Mas nenhum trabalha o quadripé tão bem quanto o Meia Hora, do Rio de Janeiro. Fundado em 2005, esse tabloide voltado para as classes C e D se tornou conhecido por todo o Brasil, mesmo tendo circulação restrita ao Rio de Janeiro. Graças a suas capas engraçadas – e muitas vezes polêmicas.

Como quando o técnico da seleção brasileira, Mano Menezes, foi pego no teste do bafômetro. “Tava maMANO?”, tascou o jornal, com uma imagem do treinador retirada de propaganda de cerveja. Ou então no dia seguinte a mais uma derrota da equipe verde-amarela: “Brasil, pede pra Kaká e sai”.

Quase sempre os títulos fazem trocadilhos, buscam relação bem-humorada com a imagem ou até mesmo tentam enganar o leitor. Como a capa em que Messi confessa ser gay. Não o meia argentino, mas sim o goleiro de um time potiguar. Imagina como essa edição deve ter vendido…

“A manchete influencia. A turma para na banca, ri e fica motivada a comprar o jornal”, comentou o jornalista Henrique Freitas, um dos editores de capa do Meia Hora, ao programa Agora é Tarde, de Danilo Gentili, da Bandeirantes, em março deste ano.

Para falar de futebol, o Meia Hora não tem clube de coração. Ou melhor, a regra é tirar sarro de todos os times, característica típica do jornalismo carioca, mal vista em muitos estados. Comumente usa-se termos de torcedor, como “Chupa, Neymar!”, após vitória do Flamengo sobre o Santos.

Essa linguagem popularesca, por vezes criticável, reflete-se na tiragem. Em 2011, o Meia Hora, vendido a R$ 0,70, foi o 10º diário com maior circulação no Brasil e o 3º no Rio, com média de 149 mil exemplares. Supera inclusive O Dia, principal publicação do grupo ao qual faz parte.

O processo criativo das capas, maior valor do jornal carioca, não se restringe à redação. “A gente recebe muitas dicas do taxista, do porteiro, do ascensorista. É importante ficar em contato com as pessoas, porque algumas ideias bem legais nascem assim”, conta Humberto Tziolas, parceiro de Henrique Freitas na edição da primeira página.

Não é à toa que os seus leitores se identificam tanto com as manchetes do Meia Hora.

Galeria de capas ou chamadas de capa do Meia Hora sobre esportes:

Confira as melhores capas do Meia Hora em variados temas.

Entrevista dos editores de capa do Meia Hora ao programa Agora é Tarde, da Band:


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