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Site lança campanha para cobrir a Copinha

O Indústria de Base quer cobrir a preparação de cinco times para a Copa São Paulo Júnior de 2016

O Indústria de Base lançou campanha de financiamento coletivo no Catarse (Foto: Divulgação)
O Indústria de Base lançou campanha de financiamento coletivo no Catarse (Foto: Reprodução)

São raros os sites que focam sua cobertura no futebol de base. Mesmo no Brasil, onde a revelação de talentos é uma tradição. Um desses é o Indústria de Base, lançado em 2014. No início de junho, a página deu mais um passo em sua missão: uma campanha de financiamento coletivo para cobrir a preparação de cinco times para a Copa São Paulo de Futebol Júnior de 2016.

A proposta é acompanhar uma semana do cotidiano das categorias de base de Paraná, Linense, Luverdense, Botafogo-PB e Rio Negro. Em cada clube, serão produzidas sete matérias. “A ideia é fazer dois ou três posts sobre os aspectos do desenvolvimento humano e uma grande história para cada time”, explica Arthur Sales, um dos autores do Indústria de Base.

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O site foi idealizado pelo jornalista de Bauru-SP, como trabalho de conclusão de curso em parceria com Matheus Ribeiro. Em 2015, o projeto incorporou uma equipe de colaboradores especialistas nas áreas de educação física, direito, psicologia e gestão do esporte. “Agora, queremos entender quais as aspirações desses garotos que vão participar da Copinha”, pontua Arthur, de 24 anos.

Para isso, o Indústria de Base lançou uma campanha no Catarse, site de financiamento coletivo. A intenção é arrecadar R$ 10.400 que possam bancar a viagem às cinco cidades. A campanha, com duração de 45 dias, vai até 17 de julho. Se você gosta de futebol de base, confere lá a proposta.

Campanha do Indústria de Base no Catarse:
www.catarse.me/pt/industriadebase

Indústria de Base busca R$ 10.400 para conferir preparação de cinco times para a Copinha (Foto: Divulgação)
O Indústria de Base busca R$ 10.400 para conferir preparação de cinco times (Foto: Divulgação)

“Modelo de escolinha é ruim para formação de novos talentos”, indica Arthur Sales

Verminosos por Futebol – Que tipo de abordagens vocês pretendem apurar na viagem?
Arthur Sales – Minha principal preocupação é ver como os meninos estão crescendo, como eles estão se desenvolvendo como pessoa. Claro que vamos ter bastante material sobre o trabalho técnico desenvolvido. Se tiver algum grande talento, uma grande história, lógico que vai merecer destaque, mas o foco é ver como se dá o desenvolvimento humano dos garotos dentro dos clubes, até porque sabemos que a maioria não vai atingir o nível profissional.

Verminosos – Você acha que a mídia dá a devida atenção ao futebol de base?
Arthur – Acho que a mídia dá o enfoque errado. Não se preocupa com o principal, que é a formação universal. Só tem espaço os assuntos relacionados a grandes novos talentos, transações, enfim, os produtos finais do processo ou aquilo que tem impacto direto no profissional, que é o que interessa ao público. É um ciclo vicioso, mas acredito que nós, profissionais da comunicação, temos o dever de tentar quebrá-lo.

“A mídia dá o enfoque errado. Não se preocupa com o principal, que é a formação universal”.

Verminosos – A Copa São Paulo ainda tem razão de existir tão inchada do jeito que ficou?
Arthur – Acho que ela tem sua importância. Não deve deixar de existir, mas alguns dos clubes precisam se desenvolver. O esporte precisa se desenvolver de maneira mais homogênea para que a competição da maneira que é disputada hoje não perca sentido, principalmente nas fases iniciais. Acredito que a Copinha é um momento legal do futebol brasileiro, mas não pode ser a competição que guia o calendário da base de clubes menores. As competições regionais devem ser fortalecidas, são necessários mais jogos durante o ano, sem é claro prejudicar outros aspectos do desenvolvimento dos jovens como o calendário escolar.

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Verminosos – Por que a geração atual é tão inferior a das últimas décadas?
Arthur – Não evoluímos em vários aspectos. Um deles é a formação em si, o modelo de escolinha é ruim para a formação de novos talentos. A pura e simples repetição do movimento “técnico” não desenvolve habilidades fundamentais do jogo coletivo como o poder de decisão. A falta de talento no topo da pirâmide deriva, entre outras razões, da maneira analítica como o ensino do futebol é praticado majoritariamente no Brasil.

Verminosos – Há esperança de que as próximas sejam melhores? Ou há razão para pessimismo?
Arthur – Se não houvesse esperança sinceramente eu não perderia meu tempo produzindo material para o Indústria de Base. O cenário é complicado na medida que os aspectos políticos são os que norteiam as decisões do esporte, dentro e fora dos clubes no país, troca de favores, interesses econômicos sempre são levados em conta na hora. Porém, em um ano de trabalho no site conheci muita gente boa que, de baixo, está se organizando para mudar o panorama do esporte no país. Com certeza ainda há esperança.

Visite o Indústria de Base:
industriadebase.com

Vídeo da campanha do Indústria de Base:

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www.verminososporfutebol.com.br/deu-no-jornal/sites-de-futebol-que-voce-precisa-conhecer


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