Verminosos por futebol




Dica cultural

Visite museu do futebol do estádio Rei Pelé

O Museu dos Esportes do estádio Rei Pelé foi um dos pioneiros do futebol brasileiro

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Lauthenay Perdigão fundou há 20 anos um museu com seu acervo particular

Muito antes de o Museu do Futebol do Pacaembu, o mais famoso do tema no Brasil, ter sido inaugurado, já havia em Maceió um equipamento semelhante. O Museu dos Esportes do estádio Rei Pelé foi um dos pioneiros do futebol brasileiro entre os espaços culturais não mantidos por clubes. E, em 2013, completa duas décadas de atividade.

Inaugurado em 8 de agosto de 1993, o museu leva o nome do alagoano Edvaldo Alves Santa Rosa, o Dida, campeão mundial em 1958. No espaço de 450 m², o jornalista e ex-jogador Lauthenay Perdigão exibe os objetos que coleciona desde 1947, que incluem 10 mil fotos, 500 livros, 400 camisas e 65 bolas. “Nós mudamos a exposição a cada dois meses”, pontua o fundador do espaço.

Não é cobrado ingresso para a entrada. Além de ser parte do roteiro turístico de Maceió, uma das cidades mais visitadas do Brasil, o museu recebe passeios de escolas e reuniões de associações e clubes. Várias personalidades do futebol já marcaram presença: Nilton Santos, Orlando, Carlos Alberto Torres, Brito, Jairzinho, Zagalo, Dunga, Luiz Felipe Scolari e Marta, além do próprio Dida, que morreu em 2002.

Atacante do CSA entre 1952 e 1954, seu time de coração, o alagoano Lauthenay deixou o futebol para trabalhar na imprensa esportiva. Após aposentar-se, abriu o museu particular. Entre as raridades do acervo, a camisa vestida por Pelé no jogo inaugural do estádio, goleada de 5 a 0 do Santos sobre a seleção alagoana, em 25 de outubro de 1970.

“Todas as fotos, camisas, revistas e encadernações de jornais nós mudamos a cada dois meses”. (Lauthenay Perdigão)

Depois de 19 anos sem apoio público, o museu assinou um convênio com a administração do Rei Pelé, mantido pelo Governo de Alagoas. O projeto receberá R$ 3 mil por mês durante um ano.

Atualmente com 78 anos, o jornalista já prepara uma herdeira para a coleção. “Uma das minhas netas, Marcela, não vai deixar o museu acabar. É advogada, gosta do Botafogo e me ajuda muito”, projeta Lauthenay.

Então, se você é verminoso e tem férias programadas para Maceió, faça uma visita ao estádio Rei Pelé e, claro, ao museu de futebol da cidade. Vale a pena.

10 relíquias da coleção de Lauthenay Perdigão:

– Camisa de Dida do jogo do tri carioca do Flamengo em 1955;

– Camisa de Pelé autografada do jogo inaugural do Rei Pelé, Santos 5×0 Seleção Alagoana, em 1970;

– Camisa de Maradona autografada da Argentina de 1986;

– Camisa de Zico autografada da Udinese;

– Camisas de Tostão, Rivelino, Gerson e Jairzinho da seleção de 1970;

– Bola do clássico CRB 6×0 CSA, do Alagoano de 1939;

– Bolas das finais do Alagoano de 1968, 1970 e 1980;

– Taça de 1928 presenteada à seleção de Alagoas pela colônia alagoana em visita à Bahia;

– Réplica da Taça Jules Rimet, doação da delegação mexicana na ocasião de amistoso contra o Brasil, em 1993, na reinauguração do Rei Pelé;

– Fotos do futebol alagoano da década de 1920.

Museu dos Esportes Edvaldo Alves Santa Rosa “Dida”

Endereço: Av. Siqueira Campos, s/n, Trapiche da Barra, Maceió
Fone: 82-3326.6329
Site: museudosesportes.blogspot.com.br


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