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Jogo lúdico

Allejo foi maior que Pelé e Maradona

Quem é melhor: Pelé ou Maradona? Essa era uma pergunta comum aos amantes do futebol até meados da década de 1990. Até o surgimento de um deus dos gramados, Allejo. […]
Postado por Rafael Luis Azevedo - 13/ago/2012
Allejo foi melhor que Pelé e Maradona

Allejo (dir) era disparado o melhor jogador do game SuperStar Soccer, de 1995, do Super Nintendo

Quem é melhor: Pelé ou Maradona? Essa era uma pergunta comum aos amantes do futebol até meados da década de 1990. Até o surgimento de um deus dos gramados, Allejo. Mil gols ele marcou apenas no dia de sua estreia. Gol driblando meio time ele fazia incontáveis toda semana. Revelação de 1995, o craque do Brasil no game International SuperStar Soccer, do Super Nintendo, teve carreira curta. Mas seus feitos ficaram na história.

Como quando marcou um gol de cabeça de seu próprio campo. Quando fez um gol de falta de calcanhar. Quando driblou até o juiz-cachorro antes de entrar com bola e tudo. Quando acertou a cabeça de dois fotógrafos em uma só bolada. Quando comandou o Brasil em goleada de 100 a 0 sobre a Argentina. E quando conseguiu um gol incrível chutando do vestiário.

Hoje quarentão, Allejo concedeu entrevista ao blog Verminosos por Futebol. Falou de sua relação com o parceiro de ataque Gomez, lembrou seu melhor marcador e ironizou os games Pro Evolution e Fifa. “Neles só tem jogador fresco”, chuta na canela.

VPF – Quantos gols você fez na carreira?
Allejo – É impossível saber. O computador que fazia a contabilização não tinha memória para contar a enorme quantidade de gols que eu marcava.

VF – Sua carreira só durou as versões 1, Deluxe e 64 do SuperStar Soccer…
Allejo
– Fiquei cansado de comemorar tantos gols. Por isso decidi pendurar as chuteiras.

VF – De onde veio tanto talento para o futebol?
Allejo – Quando meu programador japonês me criou, Papai do Céu lá em cima disse: “Esse é o cara!” É porque o japa tava com muito sono e cochilou em cima do teclado, me dando força máxima em todos os atributos.

VF – Isso não causava ciumeira?
Allejo – Foi um acaso, pois eu era o camisa 7. Se alguém tinha de ser o melhor do jogo era o Gomez, o camisa 11, é claro. Mas a gente se dava bem. Um dia, quando dei um passe pra gol, ele até disse que me amava.

VF – Sua jogada característica era impossível de ser marcada…
Allejo – Qualquer garoto percebia rapidamente. Era correr reto em direção ao gol e, quando o goleiro dava o bote, bastava driblar pra fora e chutar. Na realidade o segredo valia pra qualquer jogador, mas comigo era mole.

VF – Quem era seu melhor marcador?
Allejo – O Kolle, líbero da Alemanha. Era a única seleção que a minha jogadinha não funcionava tão bem.

VF – Assim como Cristiano Ronaldo e Messi, no seu tempo a rivalidade era entre Allejo e Janco Tianno. Pena que nunca vimos esse duelo. Se acontecesse o encontro, quem venceria?
Allejo – Quem marcou mais de mil gols só no dia de estreia? Não foi aquele anão do Fifa Soccer 95.

VF – De que você sente mais saudade?
Allejo – De marcar um golaço impossível naquelas TVs de tubo. Os poucos fãs que ainda me prestigiam usam notebook ou TVs finas que me deformam.

VF – Já se imaginou fazendo um golaço desses no Pro Evolution ou no Fifa?
Allejo – Que nada, hoje em dia só tem jogador fresco. Qualquer golzinho nesses games, lá vem dancinha. Qualquer falta sofrida, é um chororô. Com a gente, comemoração de gol era soco no ar. E depois de levar pancada, a gente levantava no ato. Aquele era um tempo em que se amarrava cachorro com joystick…

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Conheça o autor

Rafael Luis Azevedo

O jornalista Rafael Luis Azevedo, 34 anos, é editor do site Verminosos por Futebol desde 2012. É também coordenador do portal Tribuna do Ceará, e teve passagens por jornal O Povo, O Povo Online e TVs Jangadeiro/SBT, O Povo/Cultura e Cidade/Record. Já fez reportagens para as revistas Four Four Two (ING), So Foot (FRA), Courrier International (FRA) e Placar, os sites BBC Brasil, Vice e Agência Pública e as TVs France 2 (FRA), France 24 (FRA) e Fusion (EUA). Já venceu 21 prêmios de jornalismo, incluindo Esso, Embratel e Petrobras, cobriu duas Copas do Mundo in loco e foi co-autor de livros sobre o Ceará e o estádio Presidente Vargas.

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