Verminosos por futebol




Papo sério

50 estádios mais legais que arenas da Copa do Mundo de 2014

Faça um passeio pelo Brasil profundo, por bairros e cidades esquecidas, pescando boas histórias

A turma do site Impedimento encarou uma missão bacana. Eleger 50 estádios brasileiros mais interessantes do que as arenas da Copa do Mundo de 2014. Para isso, foram ignorados estádios das Séries A e B do Campeonato Brasileiro. A preferência foi por canchas daquelas bem alternativas, como as das ilhas de Fernando de Noronha, em Pernambuco, e de Marajó, no Pará.

Esqueça o Maracanã, o Mineirão, ou mesmo os estádios que estão fora da Copa do Mundo, mas que aparecem bastante na mídia, como Pacaembu e Arruda. “Faça um passeio pelo Brasil profundo, por bairros e cidades esquecidas, pescando boas histórias”, convida o texto. No levantamento, fica claro que o futebol brasileiro é muito mais do que o que se vê nas TVs do eixo Rio-São Paulo.

O texto abaixo é da equipe do Impedimento.

1-Laranjeiras
1) Laranjeiras
, Rio de Janeiro (RJ)

Espécie de Parque Central do futebol brasileiro, o Estádio das Laranjeiras pertence a um grande clube, mas está afastado dos campeonatos profissionais já há algum tempo – o que deve torná-lo elegível para esta lista. Pequena pérola de arquitetura que ainda resiste, foi o primeiro grande estádio digno deste nome no Brasil, um país que até ali só tinha gramados com um pavilhão de madeira numa das laterais e cercas baixinhas no resto do perímetro. A cancha foi construída em poucos meses, para receber o Campeonato Sul-Americano de Seleções de 1919. Ali a Seleção Brasileira venceu seu primeiro título oficial (aquele próprio Sul-Americano, com Friedenreich como estrela) e voltaria a ser campeã três anos mais tarde, quando o país voltou a sediar o torneio continental para coincidir com o centenário da Independência. Nesse torneio de 1922, acreditava-se que as arquibancadas poderiam receber até 25 mil pessoas. Em 1927, as Laranjeiras perderiam o posto de maior estádio do Rio para São Januário, que passou a ser o feudo da Seleção Brasileira na então capital da república até a abertura do Maracanã.

2-Bento-Freitas
2) Bento Freitas
, Pelotas (RS)

Construído em 1943, em boa parte graças aos esforços dos próprios torcedores nas obras. Famoso por suas grandes lotações que ajudaram a dar à torcida xavante a fama de mais fiel do interior do Rio Grande, o Bento Freitas viveu sua maior noite – e seu maior público – em 18 de julho de 1985, pelo Campeonato Brasileiro, quando o Brasil venceu o Flamengo de Zico por 2 a 0. Estima-se que pelo menos 22 mil pessoas estiveram no estádio (16.498 pagantes). Mas o Bento Freitas também merece lugar na lista pela tragédia que marcou a história do clube em 2009: foi no círculo central de seu gramado, em uma tarde quente e triste de janeiro, que foram velados o preparador de goleiros Giovani Guimarães, o zagueiro Régis e o goleador uruguaio Claudio Milar, naquele momento o maior ídolo do clube, falecidos num acidente de ônibus.

3-Zerao
3) Zerão
, Macapá (AP)

Maior estádio do Amapá e sede obrigatória de quase todos os jogos do estadual local, o Estádio Milton Corrêa deve seu apelido a uma particularidade que acredita ser única no mundo: sua linha de meio-campo está localizada exatamente sobre a latitude zero, isto é, a Linha do Equador, de modo que cada clube joga um tempo em cada hemisfério. Depois de ter exibido um estado lamentável, o Zerão iniciou reformas de modernização em 2006 – mas, oito anos depois, elas ainda não estão concluídas. Entre as inovações já implementadas a passo de tartaruga estão a colocação de cobertura nas arquibancadas principais e algumas cadeiras próximas ao meio de campo.

4-Armando-Oliveira
4) Armando Oliveira
, Camaçari (BA)

Inaugurado em 1985 e tendo passado por uma reforma drástica em 2005, o Estádio Armando Oliveira homenageia um renomado jornalista baiano. Mas o real motivo de sua presença neste seleto grupo é a pitoresca fachada, que lembra uma escola de segundo grau. A diferença é que geralmente se cabula aula para fugir para lá, e não o contrário. Com a Fonte Nova sendo demolida e depois renascida, o estádio pertencente à prefeitura, que tem capacidade para receber cerca de 10 mil pessoas, chegou a sediar jogos do Bahia, mas é a tradicional casa do Camaçari Futebol Clube. Em 2012, por menos sentido que pareça fazer, foi a casa do time de futebol americano Vitória All Saints durante o campeonato brasileiro da famigerada modalidade.

5-Javari
5) Rua Javari
, São Paulo (SP)

O nome oficial é Estádio Conde Rodolfo Crespi, mas foi pelo apelido de Rua Javari que a mítica cancha do Juventus, inaugurada em 1925, passou a ser conhecida no mundo do futebol, da cultura e da convivência social. Pode receber cerca de 4 mil torcedores, mas sua capacidade é inversamente proporcional às histórias de que já foi palco. A mais famosa de todas, claro, é o gol que Pelé considera o mais bonito de sua carreira, aquele do qual não existem imagens, mas todo mundo garante que viu. Diz-se inclusive que o estádio já chegou a receber 15 mil pessoas quando foi reinaugurado em jogo contra o Corinthians, em 1941. Localizado no meio de um quarteirão do bairro da Mooca, a Rua Javari permite deleites fundamentais ao torcedor, como exercer a corneta a uma distância audível, quase táctil, dos atletas e os já mundialmente conhecidos canollis do Seu Antônio, que os vende ali há mais de 40 anos. Atrás de um dos gols, está uma creche abandonada pela família Crespi, proprietária do Cotonifício Rodolfo Crespi, cujos operários fundaram o clube, hoje ocupada por famílias cujas crianças são sempre colocadas pra dentro do estádio pela torcida. Também há, é claro, os prazeres desportivos, e o mais vultoso deles foi a Taça de Prata de 1983. E, por fim, para não competir com as noites nas cantinas, a Rua Javari ainda reserva-se no direito de não ter iluminação, portanto só recebe jogos à tarde.

6-Pianao
6) Pianão
, Fernando de Noronha (PE)

O arquipélago de Fernando de Noronha está na lista das maiores belezas naturais do Brasil – e um estádio localizado na mais importante das 21 ilhas é certamente digno de nota. O Estádio Distrital Salviano José de Souza Neto, ou Campo Pianão, faz homenagem a Pianão, craque do futebol da ilha, morto em 2000, aos 30 anos, num acidente de trânsito. É o único estádio de futebol oceânico do Brasil. Nele acontece a tradicional Copa Noronha, torneio organizado pelo simpático Naldo Soares que reúne equipes das diferentes vilas da ilha e também das empresas, como pousadas e agências de turismo. Um dos multicampeões, o Grêmio, joga com o uniforme semelhante ao homônimo gaúcho. O atual campeão é o Conceição, que em agosto venceu o Três Paus na finalíssima.

7-Italo-del-Cima
7) Ítalo del Cima
, Rio de Janeiro (RJ)

Casa do glorioso Campo Grande, campeão da Taça de Prata (atual Série B) em 1982. O clube é famoso por revelar treinadores, como Vanderlei Luxemburgo, Jair Pereira, Edu Coimbra (irmão de Zico) e, mais recentemente, Valdir Bigode. Também foi o primeiro clube de Dadá Maravilha como jogador profissional e o último time de Barbosa, o goleiro desgraçado pelo Maracanazo. O estádio decaiu junto com o clube, que hoje está licenciado, mas as histórias são muitas. O que permanece ativo no Campo Grande são as piscinas sociais.

8-Cordino
8) Leandro Cláudio da Silva
, Barra do Corda (MA)

Ainda que o Google Maps insista em negar, a gurizada que povoa o barranco do Estádio Municipal Leandro Cláudio da Silva pode atestar: ele está no mapa. E não apenas existe, mais especificamente na Barra do Corda, no centro do Maranhão, como atualmente abriga jogos do Cordino Esporte Clube (clube de apenas quatro anos de profissionalismo que neste ano luta contra o Moto Club por uma vaga na semifinal do Maranhense). Mais conhecida como Leandrão, a módica cancha tem capacidade para 1.400 pessoas, mas não está especificado se a contagem foi feita com ou sem o fator barranco.

9-Augustinho-Lima
9) Augustinho Lima
, Sobradinho (DF)

Localizado em uma cidade-satélite de Brasília, o Estádio Augustinho Lima tem como destaque os dois barrancos localizados atrás dos gols. É sede do Sobradinho Esporte Clube e tem capacidade para 15 mil pessoas.

10-Cristo-Rei
10) Cristo Rei
, São Leopoldo (RS)

Ainda seguindo a temática copera y barranqueadora, descemos um continente ao sul e nos deparamos com o portentoso Estádio Monumental Cristo Rei, casa do tradicionalíssimo Aimoré, de São Leopoldo. Inaugurada em 1961, por ocasião dos 25 anos do Índio Capilé, comemorados com uma vitória sobre o Internacional por 1 a 0 (quem marcou o gol, aliás, foi um cidadão de apelido Uga, e de calcanhar), a cancha hoje tem capacidade para 10 mil pessoas e conta com uma razoável estrutura de arquibancadas, que é insuficiente, no entanto, para cativar com concreto aqueles torcedores que foram forjados no barranco, nas boas e nas más jornadas do Aimoré.

11-Severiano-Gomes-Filho
11) Severiano Gomes Filho
, Maceió (AL)

Apesar de pouco usado em partidas oficiais após a inauguração do Rei Pelé, em 1970, o Estádio da Pajuçara, referência à praia que fica próxima, que vocês já conhecem, é a casa oficial do CRB. Recentemente, graças à ação de uma associação de torcedores, a cancha inaugurada em 1920 teve sua capacidade aumentada para 9,5 mil torcedores abençoados, que ainda podem sair às pressas de sunga da praia e entrar no estádio, localizado a cerca de 500 metros da orla. Ainda podem, porque em 2013 o Severiano Gomes Filho foi vendido para uma rede de supermercados para saldar dívidas do CRB. Quem quiser percorrer o circuito praiano-futebolístico, portanto, deve se apressar, pois a demolição não tardará.

12-Parque-Santiago
12) Parque Santiago
, Salvador (BA)

A capital baiana tem três estádios que recebem grandes jogos (Fonte Nova, Barradão e Pituaçu), mas quem visitar a Roma Negra pode passar pelo Estádio Santiago de Compostela, mais conhecido como Parque Santiago. Como o nome sugere, a cancha é sede do Esporte Clube Galícia, o clube da colônia espanhola de Salvador e primeiro tricampeão baiano. Atualmente, o estádio com capacidade para duas mil pessoas serve apenas para treinamentos e abriga a simpática Capela de Santiago Apóstolo, mas já serviu até para preparação da Seleção Brasileira antes da Copa América de 1989 (entretanto, a inauguração como estádio deu-se apenas em 1995). Enquanto a ideia de se reformar o Parque Santiago não sai do papel, o Galícia tem mandado seus jogos do Baianão em Pituaçu.

13-Ferreirao
13) Ferreirão
, Ilhabela (SP)

Talvez o mais praiano dos estádios brasileiros. Tem até uns gazebos de lona em volta do gramado. Vale ressaltar que capital nacional da vela nunca teve uma equipe profissional do esporte bretão, mas neste caso, o que realmente importa, é que o concreto ainda não deu lugar a cadeiras.

14-Juvenal-Lamartine
14) Juvenal Lamartine
, Natal (RN)

Inaugurado em 1928, o Juvenal Lamartine foi o primeiro grande estádio de Natal. Hoje está alheio aos jogos profissionais e é usado apenas como campo de treinos, além de ser visto com olhos cobiçosos pela especulação imobiliária que modifica o horizonte da capital potiguar: o campo é cercado por novos espigões residenciais. Parte da arquitetura original da cancha se manteve, inclusive as suntuosas balaustradas no andar superior do pavilhão social.

15-Figueira-de-Melo
15) Figueira de Melo
, Rio de Janeiro (RJ)

Segundo lenda, foi na inauguração de Figueira de Melo, em 1916, que o Santos vestiu pela primeira vez a camiseta branca com que mais tarde ficaria famoso (inspirada no uniforme do clube da casa). Além disso, o São Cristóvão foi o primeiro clube de Ronaldo Nazário, motivo pelo qual o estádio hoje ostenta o letreiro “Aqui nasceu o Fenômeno”.

16-Waldemiro-Wagner
16) Waldemiro Wagner
, Paranavaí (PR)

O estádio traz dois templos gregos nas entradas atrás dos gols, uma característica possivelmente não realizada desde a construção de um estádio para as Olimpíadas de 1500 A.C, em Creta. Outra peculiaridade é que, apesar de homenagear um Waldemiro, o estádio é conhecido como Felipão, uma alusão ao prefeito Rubens Felipe, que estava no cargo quando da inauguração da cancha, em 1992, num amistoso entre Brasil e Costa Rica.

17-18-Joao-Martins-Honorio-Nunes
17/18) Estádios João Martins e Honório Nunes
, Livramento (RS)

Em Santana do Livramento, fronteira oeste do Rio Grande do Sul, os dois rivais do futebol local – Grêmio Santanense e 14 de Julho – têm seus estádios separados por apenas uma rua. O estádio do Grêmio Santanense é o Honório Nunes (1). A cancha do 14 de Julho é o João Martins (2). Mais um detalhe: eles estão a um quarteirão da fronteira entre Brasil e Uruguai, na avenida que separa Livramento de Rivera.

19-Elzir-Cabral
19) Vila Olímpica Elzir Cabral
, Fortaleza (CE)

É a casa do Ferrim, o Ferroviário Atlético Clube, nove vezes campeão cearense. Fundado por ferroviários, o Ferrim tem sua cancha em um bairro operário, a Barra do Ceará, que também é o local mais antigo do estado, onde, à margem do Rio Ceará, os portugueses criaram um forte, em 1604. O Elzir Cabral tem capacidade para 9 mil pessoas e seu nome homenageia um ex-engenheiro da Rede Ferroviária Federal S/A, que foi dirigente do clube nos anos 1950.

20-Lomantao
20) Lomanto Júnior
, Vitória da Conquista (BA)

A casa do Esporte Clube Primeiro Passo, mais conhecido como Vitória da Conquista e mais ainda como Bode, se destaca pelo enorme bosque envolvendo o estádio. O Lomantão é um estádio municipal com capacidade para 12,5 mil pessoas, que foi inaugurado em 1966, num Flamengo x Vasco, ainda sem seu maior trunfo, que é o invólucro de árvores.

21-Breves
21) Estádio Municipal de Breves
, Ilha de Marajó (PA)

Com quase 100 mil habitantes, Breves é a maior e mais importante cidade da Ilha de Marajó, aquele imponente prolongamento do Brasil localizado na foz do rio Amazonas. Seu estádio municipal foi inaugurado em 2008 e, no ano seguinte, tornou-se o campo do primeiro time profissional da história de Marajó: o Vila Rica, um clube de Belém que mandava seus jogos onde pagassem mais, disputou em Breves suas partidas do segundo turno do estadual de 2009. A volta do time para a capital não deixou a cancha totalmente sem uso: em seu gramado desce de helicóptero a Imagem Peregrina de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira do Pará, para a realização da romaria da cidade.

22-Moca-Bonita
22) Proletário Guilherme da Silveira
, Rio de Janeiro (RJ)

Um estádio perfeito para abrigar a charanga do Bangu Atlético Clube. Faz qualquer adversário fritar sob o sol de Bangu. E, além de ter o melhor apelido (Moça Bonita), traz o proletário no nome, em honra às origens operárias do clube. Em 1970 o Bangu enfrentou a Seleção Brasileira, empatou em 1 a 1 e diz a lenda que 32 mil pessoas compareceram à Moça Bonita naquela tarde.

23-Cravinhos
23) J.D. Martins
, Cravinhos (SP)

Só pela beleza da arquitetura da tribuna já merece a menção. Com capacidade para três mil torcedores, atualmente a única equipe a se aventurar pelo gramado é o Clube Atlético Cravinhos, pelo Campeonato Paulista Amador – em 1990, o CAC chegou à quarta divisão do Paulista.

24-Estadio-Coari
24) Brasil de Melo
, Coari (AM)

O Grêmio Coariense, “dono” desse estádio, surgiu como um tufão. Profissionalizado em 2003, o clube foi vice-campeão amazonense no ano seguinte e, na Série C, chegou até as fases decisivas, ficando num honroso décimo lugar geral (entre 64 times). Em 2005, completou a lista de proezas: tornou-se o primeiro clube do interior a vencer o Campeonato do Amazonas. A questão é que Coari fica a 450 quilômetros de Manaus, não há nenhuma estrada ligando as duas cidades e o único jeito barato de realizar a viagem é de barco. Assim, o Grêmio Coariense nunca jogava em casa: como todas as outras equipes eram da capital ou arredores, no início de cada estadual o clube se mudava para lá, disputando as rodadas no extinto Estádio Vivaldo Lima, demolido para dar lugar à Arena Amazônia. Quando o clube se licenciou do futebol profissional, em 2007, foi só a desculpa que faltava para a prefeitura coariense dar cabo do subutilizado Estádio Brasil de Melo: o campo, localizado ao lado do cemitério municipal, virou ele próprio uma extensão do cemitério, e os novos falecidos passaram a ser enterrados onde antes a bola rolava.

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25) Arthur Lawson
, Rio Grande (RS)

O estádio Arthur Lawson é um jovem perto da história do time que abriga: inaugurado em 1985, é a casa do Sport Club Rio Grande, fundado em 1900 e considerado o clube mais antigo em atividade no Brasil (informação eternamente contestada pela Ponte Preta). Arthur Lawson era filho de um inglês com uma brasileira em Rio Grande, nascido em 1880 e que foi estudar na Inglaterra. No retorno, teve a ideia de fundar um time de futebol. E aí nasceu o Vovô Rio Grande. Nas tribunas do Arthur Lawson está escrito: “O 1º clube de futebol do Brasil”.

26-Joia-da-Princesa
26) Joia da Princesa
, Feira de Santana (BA)

Conhecido oficialmente como Alberto Oliveira, é um estádio municipal de Feira de Santana, maior cidade do interior nordestino. É casa do tradicional Fluminense e também de Bahia de Feira e Feirense. Tem capacidade para 20 mil pessoas, mas o maior público foi de 28 mil, num amistoso entre Fluminense de Feira e Vasco, este do Rio. É conhecido na Bahia por ser um estádio onde é possível beber cerveja em tempos de lei seca.

27-Artuzao
27) Artur de Almeida Castro
, Cabaceiras (PB)

O Arturzão, estádio de futebol da pequena cidade de Cabaceiras, no sertão paraibano, possui um gramado ressecado e um cercado baixo, de madeira, separando a torcida dos jogadores. Ali são realizadas diversas competições amadoras, desde o torneio municipal de várzea até o frondoso certame da região, em que os campeões locais se debatem com os melhores times das redondezas. Com pouco mais de 5 mil habitantes, Cabaceiras ostenta o título de município com menor índice pluviométrico do Brasil (apesar das tempestades que alagaram a região em 2008, fazendo chover em um dia a média de um ano), e também é conhecida por suas paisagens espetaculares e casarios do século 18, que conferiram à localidade o título de Roliúde Nordestina por conta da quantidade de longas rodados ali – mais de 30, entre filmes e documentários. A cidade ainda é a sede mundial da Festa do Bode Rei, na qual a população se reúne para homenagear os animais que sustentam a economia local, com direito a coroação do bode mais representativo de sua espécie.

28-Willie-Davids
28) Willie Davids
, Maringá (PR)

O estádio em si não tem grandes atrativos, mas compõe bela paisagem com a Catedral de Maringá se destacando ao fundo, em simetria com a cancha. O estádio foi construído pelo Melhoramento Futebol Clube, time de funcionários da Companhia Melhoramentos, em 1957, mas atualmente é municipal. Grêmio Maringá e Metropolitano mandam seus jogos lá.

29-Jayme-Cintra
29) Dr. Jayme Cintra
, Jundiaí (SP)

Fundado em maio de 1909 por funcionários da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, foi aqui que o Galo do Japi bateu o River Plate pela Libertadores de 2006 por 2 a 1, gols de Amaral e Jailson. E só isso já bastaria para figurar na lista. Mas também foi palco do pênalti batido por Perdigão que Djala Beltrami fingiu não ver, além de ter sido o despertar de Márcio Mossoró para o mundo da bola.

30-Sessinzao
30) Antônio Sessim
, Cidreira (RS)

Cidreira, cidade do litoral gaúcho que só vê movimento no verão, tem pouco mais de 12 mil habitantes – mas seu estádio municipal poderia receber até 17 mil pessoas, se tivesse condições de jogo. Não é o único estádio projetado com capacidade maior que a população (o Colosso da Lagoa, em Erechim, foi inaugurado nas mesmas condições nos anos 70, embora depois a população tenha crescido), mas possui a particularidade de ter sido erguido numa cidade sem clubes profissionais. Idealizado pelo prefeito Eloi Braz Sessim, que deu o nome do pai à cancha, e inaugurado em 1996, o campo sempre foi um monumento ao desperdício de dinheiro público. De fato, Sessim teve seu mandato cassado por uso indevido das verbas municipais. O momento de glória do Sessinzão foi durante a Copa Renner, em fevereiro de 96, com participações de Grêmio, Sport Recife, Nacional do Uruguai e Cerro Porteño. Logo depois o estádio mergulhou no esquecimento e só voltou a ser usado nos estaduais de 2006 e 2007, recebendo algumas partidas de Grêmio e Inter na época de veraneio. Em seguida, retornou ao abandono em que se mantém até hoje. Sem uso para o gigante de concreto, a prefeitura já cogitou ceder o espaço a uma usina de reciclagem de lixo e hoje busca empresários dispostos a abrir um clube profissional na cidade. Se não houver sucesso, o estádio pode ir a leilão.

31-Rio-Doce
31) Rio Doce
, Olinda (PE)

Outro monumento ao desperdício de dinheiro público. Trata-se de um estádio que ainda não existe, nem recebeu jogo algum. O Rio Doce, em Olinda, está com as obras paradas desde o final de 2012, e se enquadra entre os projetos faraônicos que o Brasil adora executar – e nem sempre concluir. Orçado em 7,1 milhões de reais, o estádio já consumiu quase toda a verba prevista e, no entanto, está longe de ficar pronto: as arquibancadas cercam o campo, mas são apenas esqueletos sem qualquer acabamento interno ou externo; o campo é um misto de areia, touceiras, entulho e poças, e o entorno está virado num matagal. A desculpa para o atraso das obras é um clichê: Olinda queria receber seleções durante a Copa do Mundo e, para chegar a tanto, precisaria adequar o novo estádio às normas da Fifa. As autoridades alegam que o projeto original foi elaborado antes de o país saber que receberia a Copa, mesmo que a ordem de serviço tenha sido assinada em 2008 – meses depois de o Brasil ser confirmado como sede para 2014.

32-Curuzu
32) Curuzu
, Belém (PA)

O tradicionalíssimo estádio do Paysandu foi fundado em 1918 e é um xodó da torcida do Papão (da Curuzu) não apenas porque em seu gramado transcendental a equipe tenha conquistados títulos importantes como os da segunda divisão do Brasileiro em 1991 e 2001. Há uma toda uma gama de histórias saborosas neste estádio que já chegou a receber 32 mil torcedores. No campeonato paraense de 1997, o atacante Vital Filho marcou um golaço aos 4 segundos de partida. Em 2009, o ídolo Robgol doou um placar eletrônico ao estádio. Mas a história mais marcante aconteceu em julho de 1965, quando o poderoso Peñarol desembarcou em Belém do Pará e foi atropelado pelo Paysandu, que venceu por 3 a 0 na Curuzu, naquela que é considerada por muitos a maior vitória do futebol brasileiro.

33-Prospera
33) Engenheiro Mário Balsini
, Criciúma (SC)

O Esporte Clube Próspera sempre foi o primo pobre de Criciúma – ou, para usar um trocadilho espertalhão, nunca prosperou. No início, ficou à sombra do Metropol. Depois, quando a velha potência local definhou, quem despontou na cidade foi o Criciúma Esporte Clube, até hoje a referência do futebol carvoeiro. O maior momento do Próspera foi um vice-campeonato estadual, no distante 1971. Ainda assim, o estádio possui um charme próprio, tanto por seus barrancos quanto por seu arvoredo atrás do gol. O estado de conservação da cancha preocupa, e foi até foco de estudo.

34-Praia-do-O
34) Praia do Ó
, Sabará (MG)

O pequeno estádio, cujo nome oficial é Eli Seabra Filho, abrigou uma das histórias mais ricas do interior mineiro: em bom pedaço do século passado, foi a casa do Esporte Clube Siderúrgica, duas vezes campeão estadual, em 1937 e 1964. A equipe treinava tendo ao fundo as chaminés da Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira, que enriquecia a cidade e sustentava a agremiação – além de inspirar-lhe o nome. Logo após o segundo título mineiro, contudo, o apoio passou a minguar e o sumiço foi fulminante: o time acabou rebaixado no estadual de 1966 e fechou as portas no ano seguinte. A partir dos anos 90, alguns abnegados tentaram reviver o clube, mas sempre em expedições curtas e malsucedidas. Hoje o Siderúrgica de Sabará é apenas uma memória cada vez mais antiga, e seu estádio é testemunha e vítima do abandono: desapropriado pela prefeitura, sofre com os rigores do tempo.

35-Ulrico-Mursa
35) Ulrico Mursa
, Santos (SP)

Os frequentadores das arenas modernas e todos seus burocráticos grilhões que aprisionam emoções chamariam de um estádio acanhado, mas nós entendemos que se trata de uma cancha correta no que concerne à inefável ótica da ergonomia da corneta, pois permite ao lateral ter sua orelha lambida por um fanático em sinal de apoio ou reprovação incondicional. Além disso, segundo informa a Portuguesa Santista, o estádio fundado em 1920, hoje com capacidade para cerca de 7 mil pessoas, foi o primeiro da América Latina a ter cobertura de concreto. O nome da cancha é uma homenagem ao engenheiro que foi um dos mais fanáticos torcedores da Briosa.

36-Nilton-Santos
36) Nílton Santos
, Palmas (TO)

Palmas é a capital mais nova do Brasil: inteiramente planejada, foi fundada em maio de 1989, para receber o governo do novo estado do Tocantins, criado pela Constituição do ano anterior. Mas foi preciso esperar bem mais tempo para que a cidade ganhasse um estádio de grande porte, com a abertura do Nílton Santos no ano 2000. É o único estádio do país a homenagear a Enciclopédia, e a decisão pelo nome veio de última hora: previsto para se chamar Estádio Estadual de Palmas, o campo teve sua denominação alterada três dias antes da inauguração. O governador da época resolveu honrar Nílton Santos, que estava no Tocantins para abrir uma escolinha de futebol para crianças carentes. A placa com o novo nome ficou escondida e ninguém sabia da mudança até o momento da inauguração: quando a chapa foi destapada pelas autoridades, Nílton, que se julgava apenas um convidado ilustre, descobriu ser a estrela da festa. O plano original do estádio previa até uma cobertura translúcida, mas até hoje ele permanece sem qualquer tipo de teto para proteger o público.

37-Caio-Martins
37) Caio Martins
, Niterói (RJ)

Construído em 1941, o estádio foi adquirido pelo Botafogo junto ao Governo do Rio de Janeiro em 1988. Marcaram uma geração as partidas disputadas pelo Botafogo, nos anos 80 e 90, no alçapão de Caio Martins. A última partida oficial foi disputada em 2004: derrota do Botafogo para o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro. Mas a antiga casa alvinegra é carregada de história por outro motivo: o estádio foi utilizado para o encarceramento de presos políticos da ditadura militar instaurada em 1964.

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38) Ernani Sátyro
, Campina Grande (PB)

Amigão foi o nome que o povo consagrou ao estádio que abriga os jogos do Campinense e do Treze. O fato de estar cercado por um terreno arenoso traz uma boa ambientação para o visitante chegar a um estádio onde jogam dois dos principais clubes do interior do Nordeste (entretanto, finalmente estão sendo feitas obras de urbanização da parte externa do estádio, quase 40 anos após sua fundação). Outro aspecto que faz a gente gostar do Amigão olhando do lado de fora é a arquibancada superior, num estilo arquitetônico interessante.

39-Campos-do-Jordao
39) Benedito Vaz Dias
, Campos do Jordão (SP)

Clima de montanha, algum frio e névoa interminável. Campos do Jordão, a cidade mais alta do Brasil (1.628 metros acima do nível do mar), está parcialmente coberta pela neblina até no Google Maps. E suas peculiaridades geográficas também fazem com que o estádio municipal seja o campo de futebol de maior altitude no país. Mas não é só por isso que a cancha merece uma visita: o campo rodeado por barrancos também guarda grandes histórias. A principal delas é o fato de ter servido como concentração da Seleção Brasileira no início dos preparativos para a Copa do Mundo de 1962. Entre 22 de março e 5 de abril daquele ano, quando muita coisa ainda estava indefinida para o torneio, a então CBD desembarcou na cidade com um batalhão de 41 jogadores, começando a peneira que levaria ao futuro bicampeonato mundial.

40-Rolim
40) Ângelo Cassol
, Rolim de Moura (RO)

Seria apenas mais um estádio latino-americano, para times sem dinheiro no bolso e vindos do interior, mas o Cassolão tem um destaque tão kitsch quanto bem intencionado: a calçada em frente ao portão principal é ornamentada por uma espécie de mosaico com escudos de grandes clubes do país.

41-Eucaliptos-SM
41) Eucaliptos
, Santa Maria (RS)

Construído em 1935, é a casa do Riograndense Futebol Clube, um time ligado com o rico passado ferroviário da cidade – antes que o transporte de passageiros pelas estradas de ferro definhasse, Santa Maria era o maior entroncamento do sul do país. O centenário Riograndense orgulha-se de ter sido vice-campeão estadual em 1921, mas acabou decaindo junto com a ferrovia: não disputa a elite do Gauchão há 35 anos e segue tentando a sorte na divisão de acesso. Para quem sai do centro da cidade, o estádio só é acessível depois de cruzar a própria linha do trem. Além da história, até dois anos atrás havia um atrativo arquitetônico na cancha: o pavilhão original da época da construção, que acabou condenado e desmanchado em meio às várias vistorias que ocorreram pela cidade após a tragédia da Boate Kiss.

42-Marrentao
42) Marrentão
, Duque de Caxias (RJ)

No que tange às homenagens em nomes de estádio, sem dúvidas o estádio do Duque de Caxias precisa figurar. Inaugurado em 2007, com capacidade para sete mil espectadores, o estádio leva oficialmente o nome de Romário, craque, tetracampeão mundial, deputado federal e marrentão. O visual para as colinas também é atrativo.

43-Cruzeiro-do-Sul
43) Cruzeiro do Sul
, Itauçu (GO)

O Cruzeiro do Sul já foi a casa do Itauçu Esporte Clube, campeão da terceirona goiana de 2006. Mas, desde 2010, a cancha está órfã da antiga equipe, que resolveu mudar de nome e sede e se mandou para a cidade de Nerópolis. A peculiaridade do estádio é a vetusta calçada de pedras que rodeia o campo, um luxuoso contraste com outros campos do interior, que geralmente são cercados por terra batida ou uma rala camada de concreto.

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44) Helvídio Nunes
, Picos (PI)

Talvez seja o único estádio onde você pode ver o jogo sentado em uma arquibancada que não está virada para o campo. A singularidade do estádio de Picos, que é conhecido como Gigantão da Malva, se deve à existência de uma quadra poliesportiva atrás de uma das goleiras. Essa quadra possui seus próprios lances de arquibancada, perpendiculares à linha de fundo do campo de futebol – e é claro que alguns gaiatos sempre dão um jeito de assistir à partida ali em cima. A SEP (Sociedade Esportiva Picos), principal clube da cidade, estava mandando a maior parte dos jogos em Teresina e o estádio passou a ser usado em eventos culturais, como Feiras do Livro. No início de 2014, passou por reforma para receber jogos da equipe feminina da SEP na Copa do Brasil da categoria.

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45) Nicolau Alayon
, São Paulo (SP)

O Nicolau Alayon, pertencente ao Nacional Atlético Clube, é um dos poucos estádios brasileiros cujo nome homenageia um estrangeiro – no caso, o uruguaio que presidia o time da Barra Funda na época da construção da cancha. Com o Nacional afastado dos grandes jogos, o estádio tem seus momentos mais notáveis durante a Copa São Paulo de Juniores ou nas finais da Copa Kaiser de Futebol Amador (e, neste ano, tem sido palco de alguns jogos do Audax, na primeira divisão paulista). Sua história também é marcada por uma tragédia: a morte do torcedor corinthiano Rodrigo de Gásperi, de 13 anos, atingido por uma bomba caseira durante uma partida de seu time contra o São Paulo, pela Copinha de 1992. O crime nunca foi punido.

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46) José de Melo
, Rio Branco (AC)

A casa do Rio Branco Football Club conta 85 anos e hoje tem jeito e uso apenas de campo de treino. Com a construção da moderna Arena da Floresta em 2006, o clube voluntariamente destruiu parte das arquibancadas do José de Melo para dar início à implantação de um centro de treinamentos, cuja estrutura permanece majoritariamente no papel. Ainda assim, é um dos locais mais representativos do futebol acreano, onde o Rio Branco realizou partidas históricas, incluindo o primeiro jogo internacional oficial disputado na Região Norte – a vitória por 1×0 sobre o Tolima, da Colômbia, na Copa Conmebol de 1997 (jogo que acabou indo para os pênaltis, com eliminação dos locais). Uma das particularidades do José de Melo é a gigantesca galeria comercial que foi construída em frente ao antigo estádio, um prédio em que a sede do Rio Branco é só um dos muitos empreendimentos.

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47) Fausto Alvim
, Araxá (MG)

O estádio municipal de Araxá, no Triângulo Mineiro, foi inaugurado em 1936 pelo então prefeito Fausto Alvim, mas entrou para a história do futebol mundial apenas em 2014. Foi ali que Túlio Maravilha marcou o que seria o milésimo gol em sua carreira.

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48) Colosso do Tapajós
, Santarém (PA)

Pela estrada, Belém do Pará e Santarém ficam a mais de 1.300 quilômetros de distância. O trajeto dá várias voltas, passa por uma série de cidades e deixa pelo caminho várias reentrâncias desmatadas, floresta adentro. O Colosso do Tapajós é o maior estádio do interior paraense, a casa do São Raimundo (primeiro campeão da Série D nacional, em 2009) e está em reformas desde abril do ano passado, buscando a conclusão de seu anel superior, hoje construído apenas pela metade. A cancha também é palco de um imbróglio em torno do nome: oficialmente, nasceu como Estádio Jader Barbalho, mesmo que a lei proíba homenagens a personalidades vivas que atuem na política. A Justiça já ordenou a troca de nome do Barbalhão, mas os projetos de lei nesse sentido tramitam com deliberada lentidão.

49-Gil-Bernardes
49) Gil Bernardes
, Vila Velha (ES)

Com o passar dos anos, vários estádios antigos e pequenos passaram a ser acossados pelos novos prédios erguidos nas vizinhanças, mas poucos viram isso de forma tão nítida quanto o Estádio Gil Bernardes: em 2012, durante um jogo da Copa Espírito Santo, um atacante do time da casa isolou um tiro e destruiu uma vidraça do prédio ao lado. Tudo registrado em vídeo. A cancha é conhecida como Toca do Índio e pertence ao tradicional Tupy de Vila Velha, clube fundado em 1938.

50-Bragantino
50) Marcelo Stéfani
, Bragança Paulista (SP)

Antes de mais nada, por compromisso histórico, preservamos o nome original, em detrimento ao atual (Nabi Abi Chedid), em muito porque foi com a antiga denominação, além das inconfundíveis e hoje inexistentes arquibancadas tubulares, que a cancha entrou para o imaginário do futebol nacional, chegando a receber uma final de Campeonato Brasileiro, em 1991 (vencida pelo São Paulo, contra o Bragantino). Palco de muitas peripécias executadas pela Linguiça Mecânica, o estádio construído em 1949 tem capacidade para 17 mil pessoas, mas chegou a receber 26 mil na final do Paulistão 1990, contra o Novorizontino. Reformado, hoje tem instalações modernas e, abaixo das cadeiras cobertas, um restaurante que funciona como um grande camarote e também como museu, já que abriga diversos painéis relativos a momentos históricos do Bragantino.

Notas por: Maurício Brum, Daniel Cassol, Douglas Ceconello, Murilo Basso, Felipe Prestes e Vinícius Franco. Colaboraram: Thalles Gomes, Franciel Cruz e Matias Pinto

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