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Papo sério

Corinthians tem grupo de estudos sociológicos sobre o papel do clube na sociedade

O Núcleo de Estudos do Corinthians (Neco) é um projeto pioneiro no futebol brasileiro
Postado por Rafael Luis Azevedo - 14/fev/2017
O Neco pretende lançar estudo sobre as primeiras atas do Corinthians, de 1913 a 1917 (Foto: Divulgação)

O Neco pretende lançar estudo sobre as primeiras atas do Corinthians, de 1913 a 1917 (Foto: Divulgação)

Departamento de estatísticas históricas muitos clubes têm o seu. O Corinthians foi além, e desde 2015 possui um grupo de estudos sociológicos relacionados ao papel do time na sociedade. É o Núcleo de Estudos do Corinthians (Neco), cuja sigla faz um tributo ao primeiro grande ídolo da história do Timão, que defendeu a equipe de 1913 a 1930.

Quase que o nome do grupo de pesquisadores seria outro: Núcleo de Estudos Corinthians e Sociedade. Quando os membros perceberam que a sigla poderia ser a mesma do nome do ídolo de um século atrás, as palavras foram ligeiramente alteradas. “Assim homenageamos nosso craque pioneiro”, relata o sociólogo Rafael Castilho, coordenador do Neco.

Apesar de se dedicarem a história do Corinthians, não pergunte a eles, por exemplo, sobre números do próprio Neco jogador. “Nós nos dedicamos a estudar a relação do clube com os principais acontecimentos da nossa sociedade, interferindo e colaborando para sua transformação e também sendo transformado por ela”, indica Rafael.

No grupo há cerca de 30 pesquisadores, de diferentes áreas de atuação. O trabalho é voluntário, mas o orgulho não tem preço. “Nosso incentivo é a possibilidade de realizar estudos no Corinthians. Falar com muitas pessoas através do Corinthians”, enaltece Rafael.

O Neco conta com dois encontros mensais, além de uma reunião pública a cada dois meses, no Parque São Jorge. Em pouco tempo, eles descobriram interferências do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), antigo órgão censor federal, durante o Estado Novo, regime político de Getúlio Vargas (1937 a 1945).

O grupo também percebeu muitas similaridades entre o Corinthians do passado e o gigante que hoje tem a segunda maior torcida do país. “Não há nada que aconteça hoje que não venha lá de trás. As crises financeiras e o permanente conflito entre a modernização do clube e o desejo de preservação das tradições históricas”, sinaliza Rafael.

“Não há nada que aconteça hoje que não venha lá de trás”. (Rafael Castilho)

A descoberta mais rica, porém, foi o estudo sobre as primeiras atas do Corinthians, de 1913 a 1917, primeiros anos de participação do time no Campeonato Paulista – contribuição do professor Plínio Labriola Negreiros, salienta Rafael. Agora o Neco se mobiliza para fazer uma publicação sobre esses documentos centenários. Coisa boa vem por aí.

O Neco se dedica a estudar a relação do clube com os principais acontecimentos da sociedade (Foto: Divulgação)

O Neco se dedica a estudar a relação do clube com os principais acontecimentos da sociedade (Foto: Divulgação)

Serviço:

Núcleo de Estudos do Corinthians
Fone: 11-2295.3000
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Conheça o autor

Rafael Luis Azevedo

O jornalista Rafael Luis Azevedo, 34 anos, é editor do site Verminosos por Futebol desde 2012. É também coordenador do portal Tribuna do Ceará, e teve passagens por jornal O Povo, O Povo Online e TVs Jangadeiro/SBT, O Povo/Cultura e Cidade/Record. Já fez reportagens para as revistas Four Four Two (ING), So Foot (FRA), Courrier International (FRA) e Placar, os sites BBC Brasil, Vice e Agência Pública e as TVs France 2 (FRA), France 24 (FRA) e Fusion (EUA). Já venceu 21 prêmios de jornalismo, incluindo Esso, Embratel e Petrobras, cobriu duas Copas do Mundo in loco e foi co-autor de livros sobre o Ceará e o estádio Presidente Vargas.

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