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Papo sério

Febre entre boleiros, poker desenvolve a tomada de decisões nos gramados

Poker ajuda na objetividade de raciocínio, gestão de estresse e avaliação rápida de risco
Postado por Rafael Luis Azevedo - 18/jan/2017
Neymar é um dos jogadores de futebol que aderiram ao poker (Foto: Reprodução)

Neymar é um dos jogadores de futebol que aderiram ao poker (Foto: Reprodução)

Nos últimos anos, vem sendo cada vez mais frequente o número de jogadores (e ex-jogadores) que começaram a dar uma chance para o poker. Tal qual acontece em outros ramos da sociedade, afinal, o futebol muitas vezes nada mais é do que uma das formas de se espelhar alguns conceitos e o espírito daquela. Ele conta histórias e é isto que vamos focar aqui.

A grande questão que parece motivar a presença de jogadores de futebol também nas mesas de poker é a competitividade. O resultado das jogadas – sejam elas boas ou ruins – é algo plenamente tangível: aliás, quase que imediatamente após minutos, dado que existe uma hierarquia objetiva na força das mãos.

Já no futebol um gol pode demorar minutos para acontecer. Um campeonato, meses. Essa emoção presente em curto período é algo que cativa jogadores e atletas, pessoas que diariamente buscam por mais nesse campo de disputa.

Cristiano Ronaldo é um notório entusiasta do poker. Além do aspecto de competitividade – e poucos parecem ser tão competitivos como ele – o jogador português manifestou recentemente o desejo de entrar em contato mais direto com os fãs por conta da “pessoalidade” que existe por meio de uma mesa do carteado.

“Estou ansioso para levar meu jogo para as mesas e encontrar meus fãs frente a frente. Embora o futebol seja meu mundo, o poker sempre foi meu jogo”, disse o novamente eleito melhor jogador do mundo.

O poker condiciona seus praticantes a desenvolver objetividade de raciocínio, gestão de estresse e avaliação rápida de uma situação onde existe risco. Seja um jogador de futebol, badminton ou um executivo de uma grande empresa, essas virtudes podem ser colocadas em prática no dia a dia.

Neymar é outro

“Para ser um jogador de poker de sucesso, você precisa ter muitas das habilidades que um jogador de futebol top também precisa. Foco mental é importante, resiliência, paciência, compostura e foco. Eu amo desafios, não importa se acontecem em uma mesa de poker ou em um campo de futebol”, disse Neymar ao ser apresentado como embaixador da PokerStars.

Vanderlei Luxemburgo, técnico pentacampeão do campeonato brasileiro – por ora, sem clube, tendo sido sondado no Vitória em dezembro – é outro entusiasta da modalidade. Luxa recentemente esteve no Resenha ESPN e exaltou a parte estratégica da modalidade. Recentemente, junto de Ronaldo – não o Cristiano, mas o brasileiro – ele é visto constantemente em torneios profissionais do esporte mental.

“Para ser um jogador de poker de sucesso, você precisa ter muitas das habilidades que um jogador de futebol top também precisa”. (Neymar)

Sendo um jogo de manejo de riscos e de capital e considerando que muitas vezes um bom profissional de poker tem de ser ousado – em blefes – para levar um pote para casa, será que a prática do esporte mental pode ter reflexos dentro dos gramados? Isto é: Um jogador de futebol (seja profissional ou não) que joga poker estaria mais apto ou condicionado a tomar decisões que envolvem riscos?

Provavelmente. É um conceito muito antigo, seja a olho nu ou na filosofia de Aristóteles, que a prática condiciona a uma tomada de decisão mais subconsciente e automática. Aquele que pratica e treina para dados cenários acaba estando melhor condicionado a atuar sob pressão em cenários semelhantes. Se um dado atleta realiza essa tomada de decisões no poker, pode acabar por transferir essa capacidade para seu esporte de ofício.

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