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Papo sério

Inglês relata escalada do futebol nos EUA

Viver nos Estados Unidos, apesar de todos os privilégios, não é um dos melhores lugares para um fã de futebol. Mesmo em grandes cidades, um jogo de alto nível (ou mesmo médio) é algo que só pode ser visto pela TV. Mas esse panorama tem mudado. Quem constata é o designer inglês James Taylor, radicado […]

"O futebol definitivamente vem se tornando algo maior nos Estados Unidos", constata o designer inglês James Taylor, fã ardoroso de futebol radicado em Nova York há sete anos (Foto: Divulgação)
“O futebol definitivamente vem se tornando algo maior nos Estados Unidos”, constata o designer inglês James Taylor, fã de futebol radicado em Nova York há sete anos (Foto: Divulgação)

Viver nos Estados Unidos, apesar de todos os privilégios, não é um dos melhores lugares para um fã de futebol. Mesmo em grandes cidades, um jogo de alto nível (ou mesmo médio) é algo que só pode ser visto pela TV. Mas esse panorama tem mudado. Quem constata é o designer inglês James Taylor, radicado em Nova York há sete anos, em entrevista ao Verminosos por Futebol.

O artista foi muito celebrado durante a Copa do Mundo de 2014, graças ao lançamento de uma coleção de capas de LPs fictícios em homenagem a grandes craques do futebol. Seu trabalho, que já repercutiu em cerca de 40 países, expôs uma particularidade de sua vida: a paixão pelo maior dos esportes, surgida ainda em Loughborough, onde cresceu na Inglaterra.

O inglês James Taylor, torcedor do Leicester City e da Fiorentina, imigrou para trabalhar no Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Acervo pessoal)
O inglês James Taylor, torcedor do Leicester City e da Fiorentina, imigrou para os EUA em 2007 (Foto: Acervo pessoal)

Sem time na cidade, James se afeiçoou ao Leicester City, da região. Quando se mudou para Florença, na Itália, passou a torcer pela Fiorentina. Porém, ao imigrar para os Estados Unidos, em 2007, ele não encontrou um time para acompanhar. “A paixão por futebol em Nova York já é enorme, mas não por causa do que acontece localmente”, explica o artista.

O cenário já foi pior. O nível da Major League Soccer (MLS) tem melhorado, aponta James. E a atmosfera dos estádios agora se assemelha a de um jogo da Europa ou América Latina. “A maioria dos americanos está mais consciente sobre futebol do que há 20 ou mesmo 10 anos”, indica o colecionador de raridades como camisas da seleção brasileira de 1986, do Flamengo de 1987 e do Palmeiras de 1990.

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Pena que a mídia dos EUA não colabora, sendo ainda tão tradicionalista aos esportes “locais” – basquete, beisebol, hóquei e futebol americano. “Fico triste pelos americanos que reconhecem a popularidade do futebol. Alguns deles sentem que estão perdendo alguma coisa”, reflete James. Não lamente, pois esse é o primeiro passo para a modalidade se tornar popular no país.

Confira a entrevista abaixo.

Sites de James Taylor:
pennarellodesign.com
www.shirttales.org
society6.com/jamescampbelltaylor

O Seattle Sounders, clube com somente sete anos de história, possui média de público de 45 mil torcedores por jogo, de fazer inveja a muitos times tradicionais do futebol mundial (Foto: MLS/Divulgação)
O Seattle Sounders, clube com somente sete anos de história, possui média de público de 45 mil torcedores por jogo, de fazer inveja a muitos times tradicionais (Foto: MLS/Divulgação)

Entrevista: “O futebol definitivamente vem se tornando algo maior nos EUA”

Verminosos por Futebol – É difícil para um inglês louco por futebol viver em um país onde o esporte não é o mais popular?
James Taylor – Provavelmente seria muito difícil em vários lugares dos Estados Unidos, mas hoje é fácil de acompanhar futebol com a TV a cabo. Nova York, claro, é sempre uma exceção. Metade da população é estrangeira. Em uma cidade com 8 milhões de habitantes, há um monte de fãs de futebol. É possível ver jogos pela TV e internet, mas eu ainda sinto falta de ir ao estádio, principalmente porque a cultura do futebol é muito mais sólida na Europa.

Verminosos – Na Inglaterra, como no Brasil, as grandes cidades têm dois ou mais clubes, enquanto que a cultura esportiva dos Estados Unidos não contempla isso. Você acha que é um obstáculo para a popularização do futebol no país?
James – Não mesmo. Não acho que importa quantas equipes existam. Se há apenas uma equipe, o apoio está concentrado. Se houver duas, estará dividido. As razões para o futebol ser menos popular nos Estados Unidos são mais enraizadas e complexas.

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Verminosos – Desde que você se mudou para os Estados Unidos, em 2007, a paixão por futebol se tornou maior no país?
James – Definitivamente vem se tornando maior. Os Estados Unidos são um país enorme, e a tecnologia tem feito o mundo menor. A maioria dos americanos está mais consciente sobre futebol do que há 20 ou mesmo 10 anos. Também acho que o nível da Major League Soccer (MLS) tem melhorado, e a atmosfera dos estádios agora se assemelha a um jogo de campeonatos da Europa ou da América Latina.

Verminosos – A Copa do Mundo de 2014 mudou a relação dos americanos com futebol?
James – Cada Copa do Mundo é uma boa oportunidade para que mais americanos descubram o futebol, e as boas atuações dos Estados Unidos certamente ajudaram para isso. A grande diferença agora é que os fãs casuais entendem que o futebol existe o tempo todo, e não somente a cada quatro anos.

 A maioria dos americanos está mais consciente sobre futebol do que há 20 ou mesmo 10 anos”.

Em agosto, amistoso entre Real Madrid e Manchester United reuniu público de 109 mil pessoas, em Michigan (Foto: Divulgação)
Em agosto, Real Madrid x Manchester United: 109 mil pessoas, em Michigan (Foto: Divulgação)

Verminosos – Como é a paixão por futebol em Nova York? A chegada do New York City FC e o retorno do New York Cosmos podem mudar alguma coisa?
James – A paixão por futebol em Nova York é enorme em comparação com a maioria das cidades americanas, mas não por causa do que acontece localmente. O New York Red Bulls joga em Nova Jersey, onde vive sua base de fãs. O Cosmos e o NYCFC têm trabalhado muito duro em marketing, mas acho que as pessoas são indiferentes. Elas preferem ver o Manchester United e o Real Madrid na TV.

Verminosos – A mídia americana tem dado maior atenção para clubes de futebol e as ligas MLS e NASL?
James – Os jogos da MLS estão na TV a cada semana, e os do Cosmos também, pelo menos na área de Nova York, mas os espaços de destaque na cobertura são sempre para MLB (liga de beisebol), NFL (futebol americano) ou NBA (basquete), dependendo da época do ano.

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Verminosos – Durante a Copa do Mundo, houve um jogo entre NY Cosmos e NY Red Bulls pela US Cup. A partida ganhou alguma atenção no país?
James – Eu não tinha ideia sobre esse jogo! Eu estava na Inglaterra durante parte da Copa do Mundo, por isso eu perdi. Honestamente, acho que essa partida passou despercebida. Mesmo quando grandes clubes europeus vêm até aqui em agosto, os jogos amistosos não são tão bem anunciados.

Verminosos – Você acha que o futebol pode se tornar maior do que basquete, beisebol, futebol americano e hóquei nos Estados Unidos?
James – Pode ser, mas vai demorar um tempo muito longo. A maioria dos fãs de futebol nos Estados Unidos é bastante jovem, mas ainda há uma abundância de jovens que são muito apaixonados por esses outros esportes, enraixados na cultura e no modo de vida do país. Às vezes fico triste pelos americanos que reconhecem a popularidade do futebol e o quanto ele é importante para as pessoas de outros países. Eles são curiosos, e alguns deles sentem que estão perdendo alguma coisa.

Fico triste pelos americanos que reconhecem a popularidade do futebol e o quanto ele é importante para as pessoas de outros países. Alguns deles sentem que estão perdendo alguma coisa.” James Taylor.

Confira a lotação no estádio de Ann Arbor, Michigan, no amistoso dos 109 mil:

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