Verminosos por futebol




Papo sério

MA e PI merecem vaga no Nordestão

O maior público do Campeonato Brasileiro em 2012 não foi de Flamengo ou Corinthians na Série A. Nem de Vitória […]

O maior público do Campeonato Brasileiro em 2012 não foi de Flamengo ou Corinthians na Série A. Nem de Vitória ou Ceará na Série B. Nem de Santa Cruz, Fortaleza ou Paysandu na Série C. Foi na Série D. No jogo da última quarta-feira do Sampaio Corrêa contra o Vilhena, pelas oitavas-de-final, 40 mil torcedores lotaram o estádio Castelão de São Luis.

A partida marcou a reinauguração da arena, após oito anos fechada. A reabertura coincidiu com o aniversário de 400 anos da cidade, uma das capitais mais antigas do Brasil. Embora os 40 mil ingressos tenham sido comprados e distribuídos pelo Governo do Maranhão, o excelente público foi um sinal de que o futebol maranhense está adormecido, e não morto.

Por toda essa paixão por futebol, é uma pena que tanto Maranhão quanto Piauí tenham sido excluídos na retomada do Campeonato do Nordeste, em solenidade realizada nessa quinta-feira em Fortaleza. Os outros sete estados da região terão representantes na disputa, que volta em 2013.

Estádio Castelão, de São Luis: 40 mil lugares após a reforma (Foto: De Jesus/O Estado)
Estádio Castelão, de São Luis: 40 mil lugares após a reforma (Foto: De Jesus/O Estado)

Essa exclusão se baseia em critérios estabelecidos no fim da década de 1990, quando a CBF apoiou a criação de três Regionais (Sul-Minas, Centro-Oeste e Norte), na esteira do sucesso de público do Nordestão e da tradição do Rio-São Paulo. Na ocasião, os estados do Maranhão e do Piauí foram incluídos no torneio do Norte, para fortalecê-lo.

Estando fora de um torneio regional, atualmente o único contato interestadual do futebol de Maranhão e Piauí se resume às duas vagas para cada na Série D e uma na Copa do Brasil. Muito pouco principalmente para o caso dos maranhenses, que possuem dois títulos nacionais, ambos do Sampaio Corrêa, na Série B de 1972 e na Série C de 1997.

A média de público dos dois estaduais hoje em dia é ridícula. Fruto do péssimo trabalho da cartolagem, que já chegou a marcar jogos para dias e horários alternativos como a segunda-feira à noite, para fugir da concorrência de Rio de Janeiro e São Paulo. “E difícil ir ao estádio quando tem Flamengo na TV”, confessou em 2011 o ex-presidente da Federação do Maranhão, Alberto Ferreira.

Quem vê a irrelevância nacional do futebol do Maranhão nem imagina que o Sampaio Corrêa já levou 97 mil pessoas ao Castelão. Foi em 1997, contra o Santos pela Copa Conmebol. Dez anos antes, um clássico contra Moto Club reuniu 95 mil pessoas. Com o Moto sendo rebaixado duas vezes desde 2009, o clássico já não é mais nem sombra do passado.

Maior estádio de Teresina, o Albertão também virou arena de ocasião. Hoje comporta 45 mil pessoas, mas já recebeu 60 mil em jogo do Tiradentes contra o Flamengo. Sem duelos interestaduais de destaque, o clássico River x Flamengo é a maior emoção que o estádio presencia – isso quando os times não preferem atuar no Lindolfo Monteiro, de 10 mil lugares, mais apropriado para jogos sem tantos atrativos.

Agora um dos melhores estádios do Nordeste, o Castelão de São Luis ganhou 40 mil assentos. O colorido ficou bonito. Pena que, para encher de novo, ele depende de raros jogos nacionais, de Série D e Copa do Brasil. Os estados que vão disputar o Nordestão bem que poderiam dar uma forcinha.

Maiores públicos do Campeonato Brasileiro em 2012:

Série A – Fluminense 1×0 Flamengo – 38 mil
Série B – Vitória 1×0 CRB – 32 mil
Série C – Santa Cruz 1×1 Guarany – 25 mil
Série D – Sampaio Corrêa 4×1 Vilhena – 40 mil

Saiba mais sobre o Nordestão
A Liga do Nordeste terá, em 2013, 16 times classificados a partir dos estaduais 2012. Grupo A: Bahia, Ceará, ABC e Itabaiana; Grupo B: Sport, Fortaleza, Confiança e Sousa; Grupo C: Vitória, América-RN, Salgueiro e ASA; Grupo D: Santa Cruz, Campinense, CRB e Feirense.

Sugestão 1 do Verminosos por Futebol:

Bahia e Pernambuco passam de 3 a 2 participantes, e as duas vagas cedidas garantem que Maranhão e Piauí tenham representantes. Todos os estados ficam com dois times, sendo que os dois piores no ranking da CBF asseguram apenas um (no caso, Sergipe e Piauí). O campeão garante vaga no ano seguinte, e assim o estado perde uma vaga via estadual.

Sugestão 2 do Verminosos por Futebol:

O campeonato passa de 16 a 20 times, com os dois primeiros estados do ranking (Pernambuco e Bahia) com três e os demais com dois. O campeão garante vaga no ano seguinte, e assim o estado perde uma vaga via estadual.

Gols de Sampaio Corrêa 4×1 Vilhena:

Festa da torcida “boliviana” no Castelão:


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