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Este cara visitou os 12 estádios da Copa de 2014. E agora lista os mais bonitos

O geógrafo Lucas Abdo, de 27 anos, fez uma jornada pelos palcos do Mundial do Brasil

Lucas Abdo viu jogos em 6 dos 12 estádios visitados (Foto: Acervo pessoal)
Lucas Abdo viu jogos em seis dos 12 estádios visitados (Foto: Acervo pessoal)

Quando entrou no Mineirão reformado para a Copa do Mundo, no jogo de reabertura realizado no dia 3 de fevereiro de 2013, Lucas Abdo deu pontapé a uma jornada. O clássico entre Atlético e Cruzeiro marcou, para o geógrafo de Belo Horizonte, o início de um giro pelos 12 estádios do Mundial de 2014. Meta concluída cinco anos depois.

No dia 11 de abril passado, Lucas conheceu o estádio que faltava na lista, a Arena da Amazônia, de Manaus, em duelo entre Manaus e Paysandu, pela Copa Verde. “Em todas as ocasiões, aproveitei para passear um pouco pela cidade, mas o objetivo principal era visitar os estádios”, relata o mineiro de 27 anos.

  • Lucas Abdo levou cinco anos para visitar os 12 estádios (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas Abdo levou cinco anos para visitar os 12 estádios (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas Abdo levou cinco anos para visitar os 12 estádios (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas Abdo levou cinco anos para visitar os 12 estádios (Foto: Acervo pessoal)

Como aproveitava promoções em voos, nem sempre foi possível coincidir as viagens com o calendário do futebol. Assim, Lucas não conseguiu assistir a jogos em seis estádios. “Era complicado negociar folgas no trabalho. Mesmo assim, não sei de ninguém que tenha conhecido todos os estádios pessoalmente”, conta o torcedor atleticano.

Má impressão

Funcionário do setor educativo do Museu Brasileiro do Futebol, existente no Mineirão, Lucas descobriu na jornada como a maioria das arenas do Mundial de 2014 tem uma administração bem aquém. “Até tentei contato institucional com alguns estádios, mas somente dois me responderam”, aponta o geógrafo, que faz um resumo abaixo.

“Até tentei contato institucional com alguns estádios, mas somente dois me responderam”. (Lucas Abdo)

— Os estádios que possuem museu são somente o Mineirão e o Beira-Rio. Porém, o Maracanã, o Castelão e a Arena das Dunas têm exposições com camisas, maquetes e objetos relacionados ao estádio. Na Arena da Amazônia, Arena Pantanal, Arena Pernambuco e Arena Corinthians não há visitas (pelo menos, quando fui, não tinha – Nota do Verminosos: A Arena Corinthians agora possui). Em Manaus, tive a sorte de ter um jogo, e em Cuiabá só consegui entrar no estádio depois de fazer contato por e-mail. Infelizmente, não tive a mesma sorte em Recife, onde só conheci a parte externa. Na Arena da Baixada, Fonte Nova e Mané Garrincha, há visitas. Porém, tive dificuldades para encontrar a entrada, pois não há sinalização.

  • Lucas fez para o Verminosos um ranking dos estádios mais bonitos (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas fez para o Verminosos um ranking dos estádios mais bonitos (Foto: Acervo pessoal)

Estádios mais bonitos

A pedido do Verminosos por Futebol, Lucas Abdo fez um ranking dos estádios mais bonitos, com sua percepção sobre cada. “Difícil dizer quais os mais bonitos, pois gostei muito de todos”, comenta o atleticano. Apesar da amaciada, o mineiro não ficou em cima do muro.

1º Arena das Dunas – Natal
Visita: 29/9/2017.
“A beleza da cobertura ondulada e a arquitetura com o objetivo de aproveitar os ventos vindos da praia”.

2º Arena da Amazônia – Manaus
Visita: 11/4/2018. Jogo Manaus 1×2 Paysandu, Copa Verde.
“Me surpreendeu a quantidade de público. O anel inferior estava lotado no jogo que fui. Um dos estádios mais bonitos”.

3º Maracanã – Rio de Janeiro
Visita: 29/10/2014. Jogo Flamengo 2×0 Atlético-MG, Copa do Brasil.
“Um dos maiores palcos do futebol mundial. Impossível não se emocionar dentro do estádio”.

4º Mineirão – Belo Horizonte
Visita: 3/2/2013. Jogo Atlético-MG 1×2 Cruzeiro, Campeonato Mineiro.
“É o lugar onde passei a maior parte da minha vida, com exceção da minha casa e da escola. Desde 2013, já fui a 29 jogos no estádio (até 9/5/18); infelizmente, meu time deixou de jogar com frequência nele”.

5º Beira-Rio – Porto Alegre
Visita: 26/6/2016. Jogo Internacional 2×3 Botafogo, Campeonato Brasileiro.
“Proximidade com o Lago Guaíba e muros próximos ao estádio grafitados com as cores do Internacional”.

6º Castelão – Fortaleza
Visita: 16/4/2017. Jogo Ceará 2×0 Guarani, Campeonato Cearense.
“As hastes de ferro e a fachada de vidro em uma das laterais”.

7º Fonte Nova – Salvador
Visita: 31/5/2015.
“Parte aberta atrás de um dos gols tem linda vista para o Dique Tororó”.

8º Arena Pernambuco – Recife
Visita: 21/5/2016.
“Infelizmente, a lembrança que tenho deste estádio é de abandono. Não há nada por perto e parecia não haver ninguém lá dentro”.

9º Mané Garrincha – Brasília
Visita: 5/2/2017. Jogo Brasília 2×3 Sobradinho, Campeonato Candango.
“A grandeza do estádio e o formato inusitado de paliteiro”.

10º Arena Pantanal – Cuiabá
Visita: 14/8/2017.
“A escola que funciona dentro do estádio, como forma de reaproveitamento do espaço ocioso”.

11º Arena da Baixada – Curitiba
Visita: 2/6/2017.
“Grama artificial e cobertura retrátil”.

12º Arena Corinthians – São Paulo
Visita: 16/8/2014.
“O estádio aparenta muito luxo, mas não consegui comprar o ingresso da partida (o mais barato custava R$ 90). Houve tumulto e falta de organização”.

  • Lucas Abdo perdeu parte das fotos da viagem, ao ser assaltado (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas Abdo perdeu parte das fotos da viagem, ao ser assaltado (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas Abdo perdeu parte das fotos da viagem, ao ser assaltado (Foto: Acervo pessoal)
  • Lucas Abdo perdeu parte das fotos da viagem, ao ser assaltado (Foto: Acervo pessoal)

E teve mais

Ficou com inveja? Pois Lucas ainda teve o prazer de conhecer outros estádios das cidades por onde passou, como Frasqueirão, em Natal; São Januário e Engenhão, no Rio de Janeiro; Arena do Grêmio, em Porto Alegre; Presidente Vargas, em Fortaleza; Ilha do Retiro e Arruda, no Recife; Couto Pereira, em Curitiba; e Pacaembu, em São Paulo.

Em meio às viagens, uma pena, Lucas acabou assaltado em Belo Horizonte. “Perdi uma parte dos registros que estavam somente no celular, principalmente de Brasília, mas também de algumas cidades”, lamenta o viajante. Restaram as lembranças de uma jornada que, mesmo entre profissionais do futebol e do jornalismo, poucos já puderam fazer.

> Esta pauta foi sugestão de Rivelle Nunes, assessor de imprensa do Mineirão.


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