13 curiosidades sobre o Kichute
As Havaianas viraram case de reposicionamento de marca. Considerado como “chinelo de pobre” até o início da década de 1990, […]

As Havaianas viraram case de reposicionamento de marca. Considerado como “chinelo de pobre” até o início da década de 1990, a sandália de borracha se tornou item de desejo, no Brasil e no exterior. Muitos saudosistas sonham que isso acontecesse também com o Kichute, tênis que saiu de mercado. Pois que esperem sentados.
A Alpargatas, proprietária de ambas as marcas, não parece disposta a retomar a fabricação do Kichute. E nem mesmo tem interesse em falar sobre o assunto. Em contato do Verminosos por Futebol por e-mail, a líder da indústria calçadista na América Latina informou que, por normas internas, não poderia responder as questões enviadas.

Lançado em 1970, o Kichute era um misto de tênis e chuteira, feito de lona e solado de borracha com cravos. Foi um sucesso nacional durante duas décadas, mas entrou em decadência com a profusão de calçados esportivos brasileiros e estrangeiros, até ser aposentado. A maioria das marcas concorrentes recebia tecnologia de fabricação amplamente superior, motivo de seu declínio.
Não por coincidência, entre as marcas da Alpargatas estão Topper, Rainha e Mizuno. Sem dúvida, são tênis esportivos reconhecidos, mas que não chegaram nem perto do apelo emocional que conquistou o Kichute. Pena que, hoje em dia, só sabe disso quem possui mais de 30 anos.
13 curiosidades sobre o Kichute:
1) Na onda do tri
O produto foi lançado durante a última semana da Copa do Mundo de 1970, no dia 15 de junho.
2) Febre nacional
Entre 1978 e 1985, a marca vendeu 9 milhões de pares anualmente, cerca de 10% da população brasileira.
3) Calçado 2 em 1
O Kichute é precursor dos tênis que também servem de chuteira, em virtude dos cravos de borracha.
4) Nada de colorido
O tênis era uma espécie de instituição em colégios, que na época exigiam uso de calçados pretos.
5) Cadarço de vários nós
Dizia a lenda que quem os amarrava os cadarços por entre o pé era bom de bola. Quem amarrava nos tornozelos era perna-de-pau.
6) Investimento pesado
Craques do futebol brasileiro já foram garoto-propaganda do Kichute, como Zico no auge.
7) Cheirinho desagradável
Um dos problemas do Kichute era o maldito chulé após usar o tênis, que esquentava muito no sol.
8) Apelo dos saudosistas
Existe uma comunidade no Facebook que pede o retorno do calçado, a “Quero a volta do Kichute“.
9) Ah uma dessas lá em casa!
O Kichute também lançou bolas de futebol de campo e salão com a marca. Preciosidades!
10) Coisa de grife
Estilistas famosos como Alexandre Herchcovitch já usaram o tênis em suas coleções.
11) Esse era forte!
Na década de 1990, o uniforme dos garis de São Paulo incluía Kichute, pois durava uma vida.
12) Nas telas do cinema
O calçado inspirou um filme, Meninos de Kichute, lançado em 2009, adaptação de livro homônimo de Márcio Américo.
13) Marca offline
Sinal do desinteresse da Alpargatas com o Kichute, até o site da marca foi desativado: www.kichute.com.br.
Site da Alpargatas:
www.alpargatas.com.br
Clique no link e leia também:
www.verminososporfutebol.com.br/carrinho-de-compras/umbro-investe-em-clubes-medios-do-brasil
8 respostas para “13 curiosidades sobre o Kichute”
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Eu usei Kichute e adorei !
Espero que volte a febre do kichute…
Parabens pela reportagem !
Ola pessoal !
Eu adorava usar o meu kichute a outras meninas me olhavam meio de banda ….mas eu so queria o conforto !!!….e durava muito mesmo .
Senhores, boa tarde!
Alguém sabe o preço do kichute a época?
Abs
Marco Aurélio
Oi Marco, é preciso fazer a conversão para o real, o que complica. Imagino que o modelo infantil, que eu usava, não passava de R$ 50 a preço de hoje.
Marcou época!!!
Eu ainda tive um Kichute no inicio da década de 90 pra ir pro pré-escolar!
Usava o meu em 1987 e 1988, e é verdade a matéria: já notava o declínio…
Eduardo, eu tive um Kichute do Rambo, acho que em 1990. Vinha com uma faca de plástico e faixa vermelha pra amarrar na cabeça…