Locutor de Fortaleza narra jogos sempre na arquibancada
Apesar do conforto das cabines com ar condicionado, o radialista dispensa o privilégio

Texto de Lucas Catrib, do Tribuna do Ceará.
“Alvinegro desde que fui gerado”. Assim, de forma vibrante, Jota Rômulo ostenta a paixão pelo Ceará diretamente das arquibancadas do Presidente Vargas ou Castelão, em Fortaleza. Aos 54 anos, a voz nº 1 do futebol da rádio A3 FM é responsável por embalar a emoção dos torcedores. O narrador se posiciona em todos os jogos junto da galera. A ideia é ocupar o espaço de um fã qualquer.
Há quatro anos, o ritual é o mesmo: uma hora e meia antes das partidas, ele chega carregando uma mesinha. “Isso iniciou quando dividi a responsabilidade de comandar uma equipe esportiva. Os chefes das emissoras onde eu trabalhava tinham medo: ‘E se o time perder?’. Sou apenas o narrador, não tenho culpa pelas derrotas. Em 2010, eu disse: ‘Vou para a galera, para o meio da torcida’”, relembra.
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Jota passou por quase todas as grandes emissoras de Fortaleza. Desde 1989, quando começou na Uirapuru, o radialista acumula 12 empresas no currículo. Contudo, nem sempre o apego pelo Ceará foi ênfase. O ex-vendedor não trabalhava de forma exclusiva em jogos do time. No ar, a preferência clubística apareceu na rádio Cidade. Tempos depois, ajudou a montar o Canal do Vovô, espaço na própria A3 FM.
Eclético, o narrador também é diretor da Horizonte FM, onde apresenta programas esportivos e policiais. Durante as locuções, demonstra uma queda pelo caráter religioso. Um dos bordões do preferidos é: “Abençoa, meu Deus”. “Homem sem Deus não é nada”, registra. Pai de três filhos, o radialista também levou a atual esposa para trabalhar no meio da comunicação.
“Eu tento fazer diferente. Não é para querer ser o melhor, mas sim para sair do trivial”. (Jota Rômulo)
Desde o início dos trabalhos nas arquibancadas, Jota recebeu somente elogios. Quando não tinha microfone sem fio, contava com a compreensão dos torcedores. “Eles próprios ajudavam a carregar os fios por mais de 100 metros”, conta o radialista, que hoje comemora a repercussão de sua escolha. “Os torcedores ficam com celulares e me mostram que estão sintonizados”, aponta.
Apesar do conforto das cabines com ar condicionado, o alvinegro dispensa o privilégio. “Esse trabalho só tem o carinho da torcida, o que é o mais relevante. Eu espero que ninguém proíba. Não faz mal a ninguém”, torce Jotinha, como é carinhosamente conhecido. “Tento fazer diferente. Não é para querer ser o melhor, mas sim para sair do trivial”, defende. Ao seu modo, virou uma marca registrada.
Leia a matéria na íntegra no Tribuna do Ceará.
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